Matematica

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A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA
NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO

Marcelo Torraca – SEE/RJ e Colégio Realengo
Lilian Nasser – CETIQT/SENAI
João Paulo G. Vassallo - FEVRE
José Alexandre R. Pereira – SME e SEE/RJ
Márcio Luís da Silva – licenciando IM/UFRJ

Equipe do Projeto Fundão - IM/UFRJ
pfundao@im.ufrj.br

I - Introdução
Constantemente o cidadão se depara com diversasopções de pagamento, seja para adquirir um bem ou para pagar suas contas e impostos. Como decidir qual a melhor maneira de efetuar o pagamento: à vista ou a prazo? A resposta a essa pergunta depende de diversos fatores: a taxa de juros cobrada, o número de prestações, a data dos pagamentos e a taxa de atratividade, isto é, a taxa com a qual se consegue fazer render o dinheiro. Por isso, a introduçãoao estudo da Matemática Financeira é importante a partir do Ensino Fundamental e principalmente no Ensino Médio: para desenvolver no aluno a habilidade de analisar criticamente as situações financeiras que se apresentam no seu dia-a-dia.
O principal objetivo deste mini-curso é fornecer ao professor do Ensino Médio e aos licenciandos material de Matemática Financeira adequado, que desperte noaluno o interesse pelo tema e que o prepare para exercer a cidadania criticamente e analisar situações financeiras do seu cotidiano.
Um levantamento bibliográfico constatou que praticamente não existe pesquisa sobre a aprendizagem de Matemática Financeira. A maioria dos livros didáticos aborda o tema de forma tradicional, por meio da aplicação de fórmulas. Poucos relacionam o tema com o estudo defunções ou de progressões aritméticas ou geométricas e também não problematizam situações do cotidiano. Há ainda, no mercado, diversos livros de Matemática Financeira destinados à preparação para concursos, que são inadequados para o Ensino Médio.
Nossa proposta é uma abordagem visual e prática para o tema, levando em conta os princípios básicos da Matemática Financeira: o uso da taxa deporcentagem como fator e o deslocamento de quantias no tempo. O aspecto visual da abordagem é alcançado por meio do eixo de setas e o prático, pela exploração de situações reais que se apresentam no dia-a-dia dos investimentos e das vendas a prazo. As atividades do mini-curso procuram reproduzir, numa linguagem acessível ao aluno, situações reais do seu cotidiano. Por exemplo, calcular taxas de aumentosou descontos sucessivos, comparar aplicações a juros simples e compostos durante períodos variados, decidir se a melhor maneira de pagar suas cotas de IPTU, IPVA, etc. é à vista com desconto ou a prazo. Além disso, pretende-se desenvolver no aluno habilidades para analisar as “vantagens” oferecidas por financeiras para empréstimos e identificar qual a taxa de juros embutida em ofertas anunciadasno comércio, aparentemente vantajosas.
O uso da calculadora é incentivado, pois em algumas situações os cálculos não são simples. Mesmo uma calculadora simples pode ser útil, se forem usados artifícios adequados para efetuar os cálculos pretendidos.

A título de motivação, são propostos problemas práticos, com o objetivo despertar no aluno a curiosidade para a resolução de problemas envolvendoa Matemática Financeira. A situação relatada no artigo de jornal a seguir retrata uma oferta muito comum, anunciada na mídia como: “preço à vista igual ao preço a prazo sem juros”. Na verdade, considerando que o valor do dinheiro varia em função do tempo, esta proposta é enganosa, pois, dependendo da taxa a que se consegue investir o dinheiro, o preço à vista deve ter sempre um desconto emrelação ao montante pago ao final do financiamento.

Extrato de um artigo do jornal Diário do Vale, de Volta Redonda, RJ, em junho/2006:

Preço à vista e preço a prazo
Pedro Alves de Souza
Um amigo me telefonou de dentro de uma loja onde estava comprando uma TV para assistir à Copa para perguntar se preço à...
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