Mastite bovina

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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.
A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Não é a toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade.
Vários são os agentes que podem causar mastite mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, a bactéria mais eficiente e que demanda grandes esforços e conhecimento para o seu controle.
O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontra lesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária. Na figura 1 é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorre com a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F). A figura 2 demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamárias improdutivas.
Figura 1. Esquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus

Figura 2. Visualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite por Staphylococcus aureus.

Diagnóstico
S. aureus se comportam de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, a

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