Mastite bovina

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  • Publicado : 24 de abril de 2012
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As exigências por qualidade de leite e a interferência dos parâmetros de qualidade na remuneração do produtor de leite vieram para ficar. Nesse cenário, devemos encarar o controle da mastite como uma prioridade nos sistemas de produção leiteira.
A infecção da glândula mamária, órgão diretamente responsável pela produção do leite, reduz a capacidade produtiva e a qualidade do leite produzido. Nãoé a toa, portanto, que a mastite é geralmente a doença que ocasiona os maiores prejuízos na atividade.
Vários são os agentes que podem causar mastite mas o Staphylococcus aureus é, sem dúvida alguma, a bactéria mais eficiente e que demanda grandes esforços e conhecimento para o seu controle.
O S. aureus tem a capacidade de colonizar o epitélio dos tetos, principalmente se a pele se encontralesada ou ressecada. Uma vez dentro da glândula mamária, o S. aureus segue um padrão longo de infecção, levando a um aumento significativo da contagem de células somáticas (CCS) e causando graves lesões, que irão reduzir a qualidade do leite e o potencial produtivo da glândula mamária. Na figura 1 é possível identificar os diferentes estágios da infecção dentro da glândula mamária. O início ocorrecom a adesão da bactéria aos tecidos da glândula (A), migração de glóbulos brancos (células somáticas) para dentro da glândula (C), obstrução das vias de drenagem por coágulos de leite e destruição do tecido que fica incapaz de produzir leite (F). A figura 2 demonstra, macroscopicamente, a capacidade destruidora desse agente e o enorme prejuízo que pode causar deixando glândulas mamáriasimprodutivas.
Figura 1. Esquema ilustrativo da infecção intramamária por Staphylococcus aureus


Figura 2. Visualização macroscópica das lesões da glândula mamária em casos crônicos de mastite por Staphylococcus aureus.


Diagnóstico
S. aureus se comportam de forma contagiosa, passando de animal para animal no momento da ordenha. Como em qualquer doença de comportamento contagioso, aidentificação dos animais infectados é fundamental para o seu controle. S. aureus causam, na maioria das vezes, mastite subclínica de longa duração com ocorrência de casos clínicos esporádicos. Portanto o monitoramento mensal da contagem de células somáticas das vacas em lactação é de grande importância. Pode sugerir a presença e o comportamento do agente no rebanho, como ,por exemplo, sua introdução,disseminação ou controle.

No entanto, em vista da existência de outros agentes que se comportam da mesma forma, o isolamento através de cultivo microbiológico do leite é fundamental. Para isso, amostras de leite devem ser coletadas de maneira assépticas, congeladas e enviadas para laboratório de microbiologia. Uma parcela considerável das amostras enviadas geram resultados falso-negativos, já que S.aureus muitas vezes são eliminados de forma cíclica ou em baixo número na glândula mamária. Portanto, 3 amostras semanais de cada animal são necessárias para identificação eficiente de todas as vacas infectadas por S. aureus.
Controle
Os pontos fundamentais de atuação para o controle da mastite contagiosa são:
1. Rotina higiênica de ordenha, focando na desinfecção dos tetos após a ordenha(pós-diping)
2. Funcionamento adequado do equipamento de ordenha
3. Terapia de vaca seca (TVS) em todos os quartos mamários
4. Segregação e/ou linha de ordenha
5. Tratamento de casos clínicos e alguns subclínicos
6. Descarte de animais com infecção crônica
7. Melhoria do “status” imunológico dos animais via redução de stress, suplementação adequada de vitaminas e minerais ou mesmo vacinações.Para um eficiente controle do S. aureus em rebanhos leiteiros é fundamental que todos esses pontos sejam implementados e gerenciados rotineiramente nas propriedades leiteiras, além da orientação técnica de um profissional competente, levando a um comprometimento de toda a equipe vinculada ao sistema produtivo.

- Pós-Dipping
A imersão dos tetos com produto germicida logo após a ordenha é...
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