Marx

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Resenha: Marx (Um Toque de Cl´ssicos)
a


abril / 2003


Resenha: Marx (Um Toque de Cl´ssicos)
a
Trabalho apresentado a disciplina T´cnicas
e
de Comunica¸ao Cient´

ıfica do curso de
Ciˆncias Sociais da Universidade Estadual de
e


2

Marx (Um Toque de Cl´ssicos)
a
Katia Luciana Sales Ribeiro
Keila de Souza Almeida
Jos´ Nailton Silveira de Pinho1
e
Karl Marx em suateoria faz uma an´lise da sociedade capitalista. E usa em suas
a
formula¸oes o m´todo dial´tico que cuida de apontar as contradi¸oes constitutivas da vida

e
e

social que resultam na nega¸ao de uma determinada ordem. Segundo a proposta Marxista

o fenˆmeno social deveria ser submetido a cr´
o
` ıtica para que as suas potencialidades possam
ser revelados e assim atualizados numaforma mais evolu´
ıda.
E por que aplicar o materialismo hist´rico? Porque analisa a sociedade do ponto de
o
vista material, ou seja, as rela¸oes que os homens estabelecem, o modo como produzem

os seus meios de vida, formam a base de todas as suas rela¸oes. Segundo a perspectiva

materialista todas as formas econˆmicas sob as quais os homens produzem, consomem e
o
trocam, s˜otransit´rios e hist´ricos; sendo o primeiro fato hist´rico a produ¸ao da vida
a
o
o
o

material.
Em se tratando de produ¸ao e reprodu¸ao Karl Marx difere a condi¸ao humana dos



outros animais: Os homens interagem com a natureza de modo consciente j´ os animais
a
de forma imediata, n˜o cumulativa. E na busca de controlar as condi¸oes naturais, os
a

homens criam novos objetosque s˜o passados de gera¸ao onde o trabalho ´ a principal
a

e
atividade humana, porque ´ atrav´s dele que o homem n˜o s´ domina a natureza, como
e
e
a o
tamb´m cresce como indiv´
e
ıduo.
Na reflex˜o da concep¸ao da sociedade notamos em Marx que a mesma ´ o produto
a

e
da a¸ao rec´

ıproca dos homens. Sendo certa uma conex˜o na hist´ria dos homens porque
a
o
cada gera¸aoposterior encontra for¸as produtivas adquiridas pela gera¸ao precedente que

c

lhes serve de mat´ria-prima para a nova produ¸ao. Tudo isso que foi dito fica relacionado
e

as for¸as produtivas e rela¸oes sociais de trabalho. Entretanto n˜o bastaria pois o pensa`
c

a
mento Marxista ´ mais amplo quando conceitua for¸as produtivas afirmando serem elas
e
c
um conjunto dosinstrumentos e habilidades que possibilitam o controle das condi¸oes

naturais sendo o seu desenvolvimento cumulativo. Mas n˜o ultrapassaria os limites Mara
xistas que conforme o autor a divis˜o do trabalho que conforme o autor a divis˜o do
a
a
trabalho no sistema capitalista gera aliena¸ao.

Em Marx infra-estrutura ´ a for¸a produtiva e a rela¸ao social de produ¸ao; e supee
c

c˜restrutura s˜o as ideologias pol´
a
ıticas as concep¸oes religiosas, c´digos morais e est´ticos,

o
e
´
que n˜o tem forma material. A superestrutura existe para legitimar a infra-estrutura. E
a
poss´ ler em Marx que o surgimento das classes sociais se d´ atrav´s do excedente de
ıvel
a
e
produ¸ao e o surgimento da propriedade privada dos meios de produ¸ao. Segundo ele esta


formade propriedade acentua a explora¸ao da classe prolet´ria.

a
Na leitura marxista, entende-se que as lutas de classes s˜o o motor da hist´ria j´ que as
a
o
a
principais transforma¸oes estruturais s˜o impulsionadas por meio das lutas de classes. E a

a
1

Alunos do 1o per´
ıodo de Ciˆncias Sociais
e

3

classe exploradora constitui-se no mais potente agente de mudan¸a. Podendoacrescentar
c
ainda que a luta de classes conduz a ditadura do proletariado e que esta ditadura n˜o ´
a e
mais que a transi¸ao para a aboli¸ao de todas as classes para uma sociedade sem classes.


A id´ia central de Marx em O Capital, ´ a sociedade capitalista, suas caracter´
e
e
ısticas
aspectos e organiza¸ao. Tendo esta sociedade como base de an´lise, pode-se compreender

a...
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