Martin luther king junior e a luta contra a segregação racial: uma questão de consciência

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 59 (14580 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 28 de setembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
INTRODUÇÃO

Este tema foi proposto a partir da relevância dos pensamentos, manifestações e lutas de Martin Luther King Junior. O revolucionário visava soluções para os impasses das relações raciais: dos direitos civis igualitários, direitos sociais comuns a todos, extinção das leis segregacionistas, entre outros.
O embasamento teórico tem como substrato autores como Nancy Shuker(1987), John Hope Franklin e Alfred A. Moss Jr.(1989), Voltaire Schiling (2004), o próprio Martin Luther King Junior (1968), dentre outros, os quais foram indispensáveis para a produção dos capítulos, divididos em três momentos: o primeiro intitulado Antecedentes históricos que marcaram a luta do negro na sociedade norte-americana, tem caráter histórico e analítico do negro na sociedadenorte-americana no período que antecedeu a luta de Martin Luther King Junior; o segundo capítulo, chamado Martin Luther King Junior: um líder na luta pela igualdade, aborda aspectos biográficos de Dr. King, além de tratar do contexto em que nasceu e suas lutas até sua morte; o último capítulo, intitulado Análise da Luta de Martin Luther King Junior e sua repercussão no mundo, traz análise de um de seusdiscursos, o mais memorável: Eu tenho um sonho (I have a dream), tendo como principal contextualização a “Marcha por Trabalho e Liberdade”, que aconteceu em Washington, em 1963.
Em todo o desenvolvimento percebe-se como Martin Luther King Junior faz uso dos artifícios da não-violência, que é o ponto marcante da luta deste líder negro que batalhou até as últimas conseqüências por aquilo queacreditava, sendo um dos maiores influenciadores na aprovação da lei pelos direitos civis. Seu legado continua a influenciar várias militâncias até os dias de hoje.
CAPÍTULO 1
ANTECEDENTES HISTÓRICOS QUE MARCARAM
A LUTA DO NEGRO NA SOCIEDADE NORTE-AMERICANA

1. Liberdade e Opressão no Novo Mundo
Para milhares de europeus, a América era o sonho de liberdade pela oportunidade de uma nova vida emum novo continente. Porém, os negros que desembarcaram nas novas terras viam-na como uma prisão, pois eram arrancados de sua terra de origem, vendidos como mercadorias e levados a essa nova terra para trabalharem em condições precárias.
Quando as primeiras embarcações vindas do Velho Mundo chegaram ao novo continente, acredita-se que, pelo costume da época, já havia negros que faziam parteda tripulação de Cristóvão Colombo, como se pode notar na afirmação de Franklin e Moss Jr. (1989, p. 42): “Desde o início das explorações européias no Novo Mundo, vieram africanos como exploradores, servos e escravos. Mesmo se Pedro Alonso Nino, da tripulação de Colombo, não fosse negro como se afirma, muitos negros acompanhariam outros exploradores europeus ao Novo Mundo.”.
Os EstadosUnidos da América, no período colonial, era chamado de Nova Inglaterra (New England). Defende-se a tese de que nas colônias inglesas a vinda de negros começou em ritmo lento; o comércio de negros não era marcante inicialmente, este viria a se desenvolver principalmente no século XVIII. A análise deste território é um tanto complicada pelo fato de serem treze colônias e, assim, não há possibilidadede generalizar o modo como os negros entraram nas novas terras britânicas.
Em 1770, já era grande o descontentamento por parte dos colonos a respeito de seus colonizadores e já havia propostas de liberdade ao negro. A luta dos negros para conquistar sua liberdade crescia. James Otis afirmava o inalienável direito do negro à liberdade. Muitos negros requeriam sua liberdade à Corte Geral sobo argumento de seu direito natural. Vários movimentos que tinham como intenção a libertação dos negros de seus senhores começaram a se espalhar por toda a colônia e os escravos fugidos estavam dispostos a dar suas vidas para conquistar a liberdade.
Como colônia, a Nova Inglaterra tinha um vínculo direto com as decisões britânicas. Em 1772, Lord Mansfield, chefe de justiça da Inglaterra,...
tracking img