Marketing esportivo

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  • Publicado : 3 de maio de 2012
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O básico na promoção de lutas

Há algumas coisas que são absolutamente necessárias para que qualquer empreendimento do ramo marcial – quiçá do ramo esportivo em geral – dê realmente certo. A primeira é uma boa parceria com um canal de televisão. Só este veículo garante exposição midiática em grande escala por todos os segmentos sociais, o que constitui o principal ativo na hora de negociarpatrocínios e vender espaços publicitários.

Em segundo lugar, é preciso que o fator esportivo esteja “bem resolvido”, qual seja, que os atletas sejam bem treinados, bem patrocinados e recebam bolsas suficientemente grandes; que as regras sejam simples, claras, eficientes e bastante difundidas; e que os resultados sejam legítimos ou, ao menos, bem reconhecidos pelo público especializado, ainda que algumapolêmica contribua para “apimentar” a conversa dos torcedores e a repercussão dos eventos. O fato de os lutadores gerenciarem profissionalmente a imagem que projetam no ringue é de suma importância para que o show ganhe consistência, desde que não se caia nos
ridículos caricaturais da luta livre, mais próxima do circo que do esporte.



Por fim, é preciso que o espetáculo seja capaz de oferecer àplatéia uma dose suficientemente grande de disputa, de conflito, de “drama”. É este drama que irá prendê-lo na pontinha do assento, com a testa colada no televisor, pronto para tornar-se um fã. No caso do UFC, a imprevisibilidade dos combates (mesmo os grandes nomes do esporte podem cair a qualquer momento) e o alto grau de violência dos eventos são fatores determinantes para seu sucesso emescala mundial.

O que há de especial no UFC

Quase vinte anos depois de o antigo vale-tudo brasileiro ter se tornado o globalizado MMA, o esporte encontra alto nível de interesse em alguns países-chave da economia mundial: EUA, Brasil, Japão, Canadá, Inglaterra, Austrália, Holanda e Alemanha. Isto se deve, sobretudo, ao modo como o UFC – a principal franquia envolvida na organização de eventos – temse dedicado a organizar, sempre que possível, eventos em países “estrangeiros”, com cards recheados de nomes locais. Em dias de crise econômica no primeiro mundo, tal tendência internacionalizante ajuda enormemente a dispersar os riscos de se estar atrelado ao destino de um único mercado nacional.

Um outro fator de relevo para o sucesso do UFC é a qualidade do trabalho da dupla Mike Goldberg/JoeRogan, respectivamente narrador e comentarista nas transmissões em língua inglesa. Estes dois não só demonstram conhecimento relativamente profundo do esporte, como desenvolveram um estilo que ajuda o leigo a acompanhar o desenrolar de uma luta. Em pouco tempo ele passa a compreender os mínimos detalhes de um combate. Não é exagero afirmar que boa parte da base de consumidores de eventos UFC, quenão pára de crescer, se deve ao trabalho “didático“ desenvolvido por estes dois.


O comentarista Joe Rogan com o narrador Mike Goldberg

Também é interessante observar a maneira como o UFC se aproveitou do ambiente cultural da internet na última década. É difícil imaginar um outro ramo do marketing esportivo que tenha conseguido capitalizar de modo tão produtivo as externalidades das redes sociais,utilizando-as ativamente para conquistar e consolidar sua base de fãs. Desde os lutadores, passando pelos treinadores, chegando ao topo da gerência de Dana White, todos os níveis do “negócio” parecem estar ativamente engajados em comentar e difundir informações a respeito do universo das lutas, criando um emaranhado de posts capaz de capturar a imaginação de quem com eles toma contato. Afinal,sendo protagonizados pelos próprios personagens, e plenos de polêmicas das mais variadas tonalidades, tais comentários são uma extensão interativa do “drama” testemunhado no pay-per-view.

Em particular, a existência do YouTube e de outras redes sociais baseadas no conceito de videosharing fornece um importante ponto de referência para o esporte. Em torno dos vídeos disponíveis nestas redes...
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