Margin call

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  • Publicado : 13 de junho de 2012
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“Margin Call: O Dia Antes do Fim” é uma experiência claustrofóbica sustentada por um elenco afinado. Escolhendo focar no ser humano (e nas emoções), ao invés de “jogar luz” nos aspectos burocráticos que conduziram ao colapso financeiro da trama, o roteiro consegue soar universal (atemporal). Não existem vilões ou heróis estereotipados, apenaspersonagens faustianos que seguem o lema: “aquele que nunca pecou pela ambição, que atire a primeira pedra”.

Difícil negar que sua verborragia funcionaria melhor em uma peça teatral, assim como fingir não perceber como a trama se alonga muito mais que o necessário, diluindo certos aspectos e tornando irregular o ritmo. O diretor e roteirista J.C. Chandor estreia demonstrando grande potencial, semsubestimar seu público, conduzindo com habilidade um elenco com nomes como: Kevin Spacey (excelente em cena), Jeremy Irons, Stanley Tucci e Demi Moore, que ajudam ao construir personagens críveis, fugindo das usuais caricaturas exibidas em filmes com temática similar (como a recente sequência de “Wall Street”).

A mensagem (nada sutil) que o filme passa é a de que o mundo capitalista está fadadoao fracasso, posto que somente o sucesso (destruindo os concorrentes) é digno de valor, em detrimento do trabalho suado, dos esforços. Neste medíocre mundo moderno, a jornada é irrelevante, apenas o destino importa! “Margin Call” é uma “tragédia grega” situada dentro de uma multinacional. A sociedade evoluiu?

O sabor da crise

Esta pequena jóia do cinema independente americano está sendosaudada pela crítica como o melhor filme sobre o mercado financeiro já feito pelo cinema americano. Não é um elogio qualquer, tão pouco uma supervalorização do que representa Margin call – o dia antes do fim (Margin call, EUA 2011). Ainda que classificá-lo como o melhor petardo hollywoodiano contra os destemperos de Wall Street carregue alguma ideologia. Isso posto, é fatídico que Margin call é umelaborado e ácido exame de como se dá um passo maior do que as pernas. No filme de estréia de J.C. Chandor, que compensou a falta de experiência como diretor com a vivência no mercado financeiro (seu pai era consultor em Wall Street), presenciamos as 24 horas anteriores à eclosão da crise financeira que sacudiu o mundo em 2008. Embora não seja mencionado, a analogia com o gigante Lehman Brothers éóbvia; ainda que o filme seja simplista a ponto de creditar à atuação de um só banco o derretimento do crédito que se viu em 2008, é fiel ao inventário dos fatos. Pelo menos em uma hierarquização lógica da sucessão de eventos possíveis em um cenário como aquele.
Chandor acerta, e muito, ao imprimir no filme um ritmo de thriller. Inaugurando, portanto, um novo filão. O do thriller financeiro. Sinaisdos tempos e de um roteiro que não se preocupa em mastigar as informações para seu espectador. A ideia é que o espectador concorra com o filme. Assim como o espectador de qualquer outro thriller. Já se sabe mais ou menos aonde o filme irá chegar, mas o caminho até lá é que provocará emoção. Isso quer dizer que para curtir Margin call em toda  a sua exuberância narrativa, ainda que se saibaexatamente em que ponto e mais ou menos como o filme terminará, é preciso conhecer – ao menos em um nível intermediário - como opera o mercado financeiro.

cinema.virgula.uol.com.br/filmes/margin-call-o-dia-antes-do-fim.html

Lançado no final do ano passado no Brasil, Margin Call chegou a algumas salas de cinema em São Paulo e, infelizmente, acabou saindo de cartaz em poucas semanas. Mesmo o tendovisto há cerca de três meses, ainda me pego de tempos em tempos pensando no belo trabalho do diretor e roteirista J.C. Chandor, que conseguiu logo em sua estreia em longas-metragens realizar um filme extremamente maduro sobre um tema difícil de ser tratado: a crise econômica mundial, iniciada em 2008 e ainda sem data para ser superada.
Até quando não se foca especificamente em um fato histórico,...
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