Maquiavel

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“Não há outro modo de proteger-se dos aduladores senão fazendo os homens entenderem que não te ofendem ao dizerem a verdade. Se, porém, todos a puderem dizer, te faltarão ao respeito. Deve, portanto,um príncipe prudente conduzir-se de um terceiro modo, escolhendo em seu Estado homens sábios e somente a estes concedendo livre arbítrio para lhe dizer a verdade...”[1] “(...) Deve o príncipe, porémindagar-lhes sobre todas as coisas, e ouvir a sua opinião, para depois deliberar por si mesmo e a seu modo.”[2] “(...) deles, não deve ouvir mais ninguém; deve seguir as decisões tomadas e serobstinado em suas deliberações.”[3]
“(...) se um príncipe não for sábio por si mesmo, não poderá ser bem aconselhado...” [4]“ Por outro lado, aconselhando-se com vários, um príncipe que não seja sábio nãopoderá jamais unificar os conselhos, nem saberá por si mesmo integrá-los... ”[5]

Comentário:

Um príncipe deve se afastar dos aduladores, pois estes omitem a verdade. Um príncipe prudente devese valer em seu Estado de pessoas sábias, que tenham conhecimento e transparência. O príncipe deverá pedir conselhos apenas para este grupo de pessoas, entretanto as decisões cabem somente aopríncipe, sendo que este, não deverá delegar o seu poder de decisão a quem quer que seja. Cabe também, ao príncipe ser sábio e prudente por si mesmo, e coordenar os conselhos recebidos para uma tomada dedecisão assertiva.

Analogia:

Atualmente, se no regime presidencialista, um Presidente da República, for despreparado e assessorado por pessoas que detém cargos de confiança sem que possuamcritérios técnicos e específicos de sua pasta, indicados apenas por critérios políticos, onde a bajulação é uma premissa, resultará num governo incoerente, equivocado, conduzindo à péssima administraçãopública.




Referência:

O Príncipe/ Nicolau Maquiavel; tradução Maria Julia Goldwasser, 3ª edição- São Paulo: Martins Fontes, 2004 – pág.113-115, Capítulo: XXIII.
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