Maquiavel

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  • Publicado : 21 de abril de 2012
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Maquiavel – O príncipe


É considerado, como fundador do pensamento e da ciência política moderna.
Maquiavel pertence àquele tipo de pensador de quem todo mundo já ouviu falar, muitas pessoas, no entanto, apesar de nunca terem lido suas obras, fazem dele uma péssima avaliação, pois costumamos chamar de maquiavélicas as pessoas desprovidas de princípios, cínicas, ausência de caráter, má –fé, entretanto, Maquiavel dava grande importância à honestidade e à lealdade.
Seu objetivo era formar regras de governo eficazes, tendo como base a experiência política antiga e nova, independentemente do caráter moral ou imoral das próprias regras.
É comum associar Maquiavel com a Itália, mas este país não existia no século XV. Naquela época a península itálica encontrava-se inteiramentefragmentada. O que havia era um conjunto de pequenos Estados marcados por conflitos, sem fronteiras fixas ou vulneráveis às invasões estrangeiras.
Na atividade publica Maquiavel, foi de diplomata a conselheiro político, de secretário a administrador, como ele próprio escreveu: “ foram 15 anos de intensa atividade, durante as quais não dormi, nem brinquei”.
Apesar de sua dedicação, em 1513 foi acusadode conspirar contra o governo dos Médici, condenado à prisão e a pagar uma vultuosa multa.
Após a prisão foi morar no campo e escreveu seu livro mais conhecido, O Príncipe. Julgando ter em mãos o passaporte para reingressar em funções da vida pública, dedicou o livro a Lorenço de Médici II.
A obra trata dos principados hereditários e principados novos, destacando as condições de conquista,conservação, queda e os obstáculos enfrentados por um governante e as formas de supera-los, a conquista do poder segundo Maquiavel, é possível através das seguintes maneiras :

1 – FORTUNA: É aquilo que escapa ao nosso controle e está além da nossa vontade; Quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aostempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos. Conforme afirma Francisco Welffort (2001) sobre Maquiavel, “a atividade política, tal como arquitetura, era uma prática do homem livre de freios extraterrenos, do homem sujeito da história. Esta prática exigia virtú, o domínio sobre a fortuna”

2 – VIRTÙ: A virtù é tida como capacidade indispensável para o êxito do príncipe, pois ohomem de virtù é antes de tudo um sábio e o príncipe é mais do que todos, deve ter a capacidade pessoal de alcançar um fim ao qual se programou se objetivou, o príncipe virtuoso não é o príncipe bom e justo, mas aquele cuja virtude se encontra na atividade , mais propriamente na capacidade de aproveitar a situação com energia e êxito; o homem de Virtú é aquele capaz de agir de forma adequada nomomento certo,

3 – VIOLÊNCIA: A violência é apenas um meio que pode, e deve ser usado para assegurar o poder, não prega a violência de modo indiscriminado, mas, se não houver outro meio, ela deve ser usada sim. É importante que seja feita de uma só vez e que os outros acreditem que não havia outra solução para manter a ordem. Ou, em outras palavras, que a violência foi usada para o bem dacomunidade com o consentimento dos cidadãos.
Maquiavel busca, através da analise detalhada das regularidades da historia, basear suas orientações na chamada ‘ Verdade efetiva das coisas’. Por isso Maquiavel tornou-se um marco no debate entre Ética e Política , entre o Ideal e o Real, entre o que Deve ser e o que Realmente é.
O foco para Maquiavel sempre foi o Estado, não aqueleimaginário e que nunca existiu, mas aquele que é capaz de impor a ordem. Não o preocupava saber com deveria ser o governante ideal, interessava apenas como os homens governavam e qual o limite ao uso da violência para conquistar ou conservar o poder.
Ele tornou a política autônoma, porque buscou a linguagem e os métodos próprios, desvinculados da fé e da moral convencional, se recusou a abordar...
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