Manual terapeutico

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  • Publicado : 7 de julho de 2012
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exploração da ansiedade






















Modelo cognitivo-comportamental da raiva

Este modelo baseia-se na base teórica de que as emoções da criança e as suas acções subsequentes são reguladas pela forma como elas percebem, processam e/ou medeiam os acontecimentos provenientes do meio ambiente.
A raiva funciona como uma reacção subjectiva aos problemas dodia-a-dia, isto é, aos acontecimentos precipitantes. Assume-se que as crianças e os jovens não possuem os recursos psicológicos necessários para lidar com as situações problema e, daí, tendem a reagir de forma agressiva face a situações provocadoras/problemáticas. Para que a criança/jovem possa lidar com estes stressores, é necessário o desenvolvimento de capacidades específicas no controlo doestado subjectivo da raiva, que se traduz numa reacção comportamental mais adaptativa.

Problemas Processamento cognitivo
Frustração Distorções cognitivas
Irritação dificuldade em suster e focar a atenção
Agressão verbalantecipação de intenção hostil
Agressão física pouca responsabilidade
Injustiça Deficiências Cognitivas
baixas competências de resolução de problemassoluções orientadas por altos níveis de impulsividade
Activação fisiológica
aumento do batimento cardíaco, da respiração, tensão muscular




Resposta comportamental
Agressão verbal
Agressão física
IsolamentoSubmissão/resignação
Assertividade
Outras respostas apropriadas/inapropiadas

Trabalhar com crianças/jovens com dificuldades de controlo de comportamentos agressivos/raiva é uma tarefa complicada uma vez que estes, na maior parte das vezes acreditam que ninguém os entende, especialmente devido à crença de que são os outros que os provocam para respostas agressivas.
Devido a estas crenças, o terapeutaencontra muitas vezes o seu trabalho dificultado na primeira fase uma vez que a criança/jovem o encara como mais um adulto que o vai punir, castigar e repreender, isto é, considera-o como um inimigo. O trabalho inicial do terapeuta prende-se com a necessidade de se aliar a esta criança/jovem. Não nos podemos esquecer que estes jovens se vêem, na maior parte das situações como vítimas, e que astentativas para convence-los do contrário frequentemente conduzem ao abismo no relacionamento terapeuta-cliente. Consequentemente, recomenda-se que o terapeuta que caminhe lado a lado com a crianç/jovem de forma a travar uma poderosa luta e formar uma aliança juntamente com o jovem no combate aquilo que pode ser conceptualizado como o inimigo: raiva e subsequente agressão/violência maladaptativa.1ª Fase: Avaliação

Esta fase envolve um processo de identificação dos estímulos externos ambientais e/ou precipitantes internos.
No que respeita ao primeiro contacto com a família, são várias as posições assumidas; no entanto a abordagem preferida é aquela em que a criança/jovem é atendido em simultâneo com a sua família. Isto faz com que, não só a criança não perceba que se está a levantaruma conspiração nas suas costas, como permite ao terapeuta obter muita informação através da observação da interacção familiar: linhas comunicacionais, respeito, melhores formas de abordar a questão, sabotagem, etc, são algumas das questões que podem ser observadas.

Técnicas com adolescentes:

▪ “run a movie”- pede-se ao jovem que feche os olhos e carregue play e ponha o filme a...
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