Manual de metodologia da pesquisa no direito - resenha (p. 03 - 101)

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Fichamento do livro: Manual de Metodologia da Pesquisa em Direito. Orides Mezzaroba e Claudia Sevilha Monteiro. Páginas 03 a 101. 5ª edição, São Paulo/SP. Saraiva, 2009.


PARTE I

CONHECIMENTO

1. O conhecimento e suas implicações
A capacidade de produzir conhecimento está intrínseca na natureza do homem, e é por esse motivo que chegamos às invenções e descobertas atuais. Estamos emuma busca constante por solucionar nossos problemas em vias de resolver as adversidades que enfrentamos, produzindo para isso tecnologia (“o resultado do conhecimento aplicado” – p. 4) e utilizando-se para isso tudo aquilo que encontra ao seu redor.
“O processo de formação do conhecimento não é dotado de progressiva continuidade linear” (p. 5). Estamos constantemente descobrindo falhas e,portanto, alterando conceitos, ideias e juízos estabelecidos.

1.1) Confiando em nossas percepções
O conhecimento a partir dos sentidos é a forma mais básica de receber informações, mas obviamente a realidade não se restringe a isso, o que nos torna perceptível pelo conhecimento científico.
Por constantemente nos deixarmos influenciar apenas pelo conhecimento empírico e por aquele que provémdas pessoas consideradas por nós “autoridades” surge a necessidade da Filosofia e Ciência para proporcionar uma “capacidade de reflexão crítica”.
A Filosofia se divide em diversas áreas, dentre as quais nos interessam a Teoria do Conhecimento e a Epistemologia. A primeira estuda os tipos e mecanismos do conhecimento, enquanto o segundo estuda a própria Ciência.

1.2) Mas, afinal, o que éconhecimento?

“O conhecimento é o resultado de uma relação que se estabelece entre um sujeito cognoscente (que pode ser qualquer um de nós) e um objeto cognoscível (que pode ser qualquer objeto).” (p. 7)

1.2.1 - O conhecimento como processo
Pedro Demo afirma que “o processo de evolução da humanidade está diretamente vinculado à qualidade do conhecimento adquirido”, ou seja, herdamos umasérie de conhecimentos que devem ser modernizados e desenvolvidos de acordo com a realidade histórica.
Existem duas formas de abordar o conhecimento: o objetivismo e o subjetivismo. Os objetivistas ditam uma verificação puramente empírica dos resultados do conhecimento e que os objetos devem ser meramente descritos. Esta corrente teve ampla influência sobre os positivistas e neopositivistas e aindahoje é bem aceita. Já os subjetivistas consideravam o conhecimento através da razão, influenciando racionalistas e idealistas.
Precisamos ainda destacar alguns outros autores, como Kant (transcendentalismo kantiano) que considera que a “relação entre sujeito e objeto deve ser avaliada por suas implicações recíprocas”. Hegel acredita no caráter dialético do conhecimento, que seria uma síntese entrea racionalidade e a realidade. Por último Gaston Bachelard acredita no conhecimento como produto de uma relação que se dá em um contexto histórico, resultando numa realidade de utilização política, ideológica e econômica do saber científico e a possibilidade de dominação que faculta.

1.3) Conhecimento e verdade
A verdade pode tanto ser algo lógico cujo oposto seria falso, quanto aquiloque está de acordo com a realidade, sendo portanto, inquestionável e cujo oposto seria ilusão, irreal, mentira. As verdades sobre os fatos na verdade nunca são absolutas, pois mudam através do tempo, e algumas vezes não passam de acordos consensuais. É por esse motivo que admitir uma verdade a priori (sem experiência e dedutivamente) pode ser muito perigoso.

1.3.1 - A atitude dogmática
“Umdogma é uma verdade a priori, é algo que aceitamos como verdade já no ponto de partida do nosso raciocínio e que, portanto, não questionamos.” (p.12) Quando algo novo surge a um dogmático, ele pode até aceitar que seja algo novo, mas a sua crença no conhecimento antigo o impede de refletir sobre aquilo. Ser contradogmático significa ser crítico, que significa indagar os fatos do mundo.
O perigo...
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