Mal-estar na civilização

Páginas: 7 (1657 palavras) Publicado: 9 de novembro de 2011
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE
Laureate International Universities
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

MILENE SILVA DE SOUZA

RELATÓRIO – MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO

MANAUS
2009
MILENE SILVA DE SOUZA

RELATÓRIO – MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO

Trabalho apresentado ao Centro Universitário do Norte como pré-requisito parcial para obtenção do grau de bacharel emAdministração, turma ADN804.

Profª: Viviane Passos Gomes

MANAUS
2009
1 O MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO

1.1 RELIGIÃO, FELICIDADE E CIVILIZAÇÃO

Sigmund Freud foi um médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise. Nasceu em Freiberg, Morávia. Além de ter sido um grande cientista e escritor possui o título, assim como Darvin e Copérnico, de terrealizado uma revolução no âmbito humano: a idéia de que somos movidos pelo inconsciente. Em sua obra O Mal-Estar na Civilização (1856-1939), analisa o modo como a espécie humana sacrificou a vida instintiva e reprimiu a espontaneidade para permitir o progresso social e cultural. A partir de sua própria teoria psicanalítica, o autor aborda a construção e os problemas da civilização didaticamente, deforma que mesmo leigos podem apreciar o texto sem problema algum. Ele chega até mesmo a conversar com o leitor e convidá-lo ao raciocínio com perguntas que um interlocutor atento responderia prontamente, chegando até a soar professoral quando utiliza construções em terceira pessoa. É também neste livro que Freud analisa a origem dos sentimentos de culpa e, de um modo geral, procede à mais completaexposição das suas idéias sobre a história da humanidade.
Neste trabalho, o autor prossegue com a tarefa de analisar a gênese da civilização que fez em Totem e Tabu, onde tentou demonstrar o caminho que vai da família à etapa subseqüente, a da vida comunal, sob a forma de grupos de irmãos. E que, sobrepujando o pai, os filhos descobrem que uma combinação pode ser mais forte do que umindivíduo isolado. A cultura totêmica baseia-se nas restrições que os filhos tiveram de impor-se mutuamente, a fim de conservar esse novo estado de coisas. Os preceitos do tabu constituíram o primeiro “direito” ou “lei”. A vida comunitária dos seres humanos teve, portanto, um fundamento duplo: a compulsão para o trabalho, criada pela necessidade externa, e o poder do amor, que fez o homem relutar emprivar-se de seu objeto sexual – a mulher – e a mulher, em privar-se daquela parte de si própria que dela fora separada – seu filho. Por isso, segundo a análise de Freud, a tarefa da busca da felicidade “não está no plano da criação”. Cada um de nós cedeu um pouco da nossa felicidade, que seria a libertação completa dos instintos, em troca de segurança. É uma troca vantajosa, evidentemente, porqueno estado de natureza de nada adianta nossa liberdade, pois estamos permanentemente ameaçados.
Entretanto, é uma troca, e o rancor persiste. A vida é árdua, e para suportá-la, recorre-se à medidas paliativas, como as drogas, a arte, a ciência e a religião. As drogas são as mais fortes, mas apresentam os efeitos colaterais anti-sociais que todos conhecem. A satisfação pela arte e pela ciênciaé fraca e exige habilidades que não estão disponíveis para todos os indivíduos. A religião procura resolvê-la mediante um delírio de massas que produz a infantilização permanente das pessoas. E de acordo com o autor, o homem imaginar a providência de todos estes delírios sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido, que somente a religião é capaz de resolver a questão do propósito da vida.Dificilmente incorrerá em erro ao concluir-se que a idéia de a vida possuir um propósito se forma e desmorona com o sistema religioso.
Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil, tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste...
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