Métodos de observação

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ
CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA: MÉTODOS DE OBSERVAÇÃO EM PSICOLOGIA
PROFESSOR: LÚCIO FLÁVIO GOMES

ARTIGO – AV1

FORTALEZA – CE
2012
Consumo infantil nos dias atuais

Camilla Gomes Oliveira de Araújo Monteiro
Denise Fernandes Frota
Francisco Alexandre Xavier
Suely Ferreira Viana Cavalcante

Resumo
Este artigo tem como objetivo desvendar aspossíveis causas da mudança do papel das crianças nos últimos anos, no que diz respeito a sua participação na tomada de decisão quanto aos produtos que consomem, e aos lugares aonde vão. Visa também, entender a causa de pais e responsáveis, em sua grande parcela, se mostrarem cada vez mais passivos com relação a tais decisões, muitas vezes apenas acatando as vontades destas crianças, sem medir asconseqüências que isto pode trazer para a vida familiar; e apresentar formas de ajudar as crianças a construir uma mentalidade mais consciente.
Palavras-chave: Consumo. Crianças.

O consumo infantil e o papel da criança neste universo das compras, têm sido assuntos e objetos de discussão constante de leigos e profissionais, em rodas de debate e eventos de cunho científico da atualidade; jáque nos dias de hoje, é tarefa quase impossível dividir os papéis e escolhas que cabem aos adultos e às crianças, referentes a esta questão.

Causas x Controle
Diferente do que acontecia no passado, quando o que era comprado e consumido pelas crianças, era escolhido e adquirido pelos seus pais; nos dias de hoje, cada vez mais as mídias e lojas direcionam as suas chamadas e propagandas para aspróprias crianças; já que estas possuem uma crescente autonomia sobre o que vestem, o que comem, ou aonde vão.
“Na sociedade de consumo, a criança não é mais colocada como dependente do adulto, seja no âmbito mais amplo da esfera econômica, seja no plano mais restrito da esfera familiar e escolar, mesmo porque o lugar que o mercado concedeu para a criança tem sua história intimamente ligada àstransformações das relações entre adultos e crianças. Olhada inicialmente como filho de cliente que se relacionava com o mercado a partir do uso de bens materiais e culturais que se ofereciam a ela à margem da sua opinião, a criança é levada ao status de cliente, isto é, um sujeito que compra, gasta, consome e, sobretudo, é muito exigente.” (PEREIRA)
A partir de quando as nossas crianças se tornaramtão independentes? E até que ponto isto pode ser saudável para o seu desenvolvimento?
Na formatação familiar mais comum nos dias de hoje, pai e mãe trabalham o dia inteiro e as crianças são cuidadas por um parente, uma babá, ou são acompanhadas por creches ou escolas em tempo integral; só existindo um tempo real para a família aos finais de semana. Com isso, parece uma tentativa desesperada derecuperar este tempo, atender todos os pedidos e caprichos feitos pelas crianças, na busca de se fazer presente e importante em suas vidas.
“Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, os filhos ficam cada vez mais sozinhos e os pais tentam suprir a ausência com presentes, objetos cujo preço não se justifica.” (BOM SUCESSO)
A busca feminina pelo sucesso no mercado de trabalho e esta constantenecessidade de recompensar as crianças pela ausência e falta de atenção dos pais, está fazendo crescer dois grupos: os dos pais que se sentem culpados por não dar atenção aos seus filhos, e optam por deixá-los se satisfazer consumindo e comprando o que bem entendem, sem limites; e o dos filhos que se sentem no direito de pedir e comprar coisas cada vez mais caras, já que os pais da era da ausênciaemocional e da recompensa no consumo, na maioria das vezes não ensinam a seus filhos a diferença entre valor e preço; que segundo o Teólogo Douglas Júlio Dias, é que o preço cai, sobe, e você sabe quanto custou; já o valor simplesmente não tem preço, e isto faz uma grande diferença.
Não só os pais ausentes, mas também a sociedade, que cada dia mais personifica os objetos e objetifica as...
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