Método socrático

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UniEvangélicaProfessor: Antônio Alves de CarvalhoAluna: Maryne Mendes Silva3º período “D” Método Socrático Método Socrático       Sócrates adoptava sempre pelo diálogo, costumava iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceitava. Depois, por meio de uminterrogatório hábil, desenvolvia as opiniões originais da pessoa arguida, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das consequências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método deSócrates, destinada a levar o indivíduo à convicção do erro, é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor desenvolvia a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica que é a arte de fazer nascer as ideias. É este o método que se encontra amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.  Ironia        Ironizando Sócrates dizia: quase todos os diálogos de Platão reflectem em algumas passagem esta ironia que, para Sócrates, acompanhava toda a reflexão séria, a tal ponto que imensas discussões filosóficas se nos apresentam  como verdadeiras cenas de comédia.      Torna-se importante observar que aironia socrática  não se tratava de um talento satírico ou da expressão de um desejo de difamação. Conforme a observação de Romano Guardini:      A ironia de Sócrates [...] não visa desqualificar o outro, mas ajudá-lo. Ela quer libertá-lo e abri-lo à verdade[...]. A sua ironia procura criar um mal-estar e uma tensão no centro do homem, para que aí proceda o movimento esperado, no própriointerlocutor, se este não puder ser socorrido, no auditor. ( in Jean Brun, página 83)        Sócrates encontrava-se frequentemente face a temíveis profissionais do saber e da eloquência que nunca se sentiam apanhados desprevenidos, eram mestres que tinham resposta para tudo e que ignoraram a hesitação do escrúpulo e da interrogação da reflexão. Sócrates, ao contrário, era o homem das interrogações, aqueleque nunca se deixava enclausurar em nenhum sistema, aquele que se recusava a ter ponto certo o que não era, ou a estiar como problemática aquilo que era perfeitamente certo. Os interlocutores de Sócrates, como Hípias que sabia fazer tudo, como Protágoras que se dava ares de um professor de virtude, Cálices ou Trasímaco que pensavam puder fundar uma moral e uma política sobre o direito do mais forte,não eram irónicos, eram pelo contrário personagens sérias, isto é, personagens que levavam a sério esses assuntos. Mas a sua seriedade era uma falsa seriedade. Era a essa seriedade é que se opunha à ironia socrática.Assim, era a seriedade dos interlocutores de Sócrates que nos devia fazer sorrir, ao passo que a ironia do filósofo devia ser,  ela, levada a sério, pela simples razão de que ela eraa verdadeira consciência.          A ironia de Sócrates consistia em apanhar o homem sério na sua própria armadilha, mostrando-lhe que essa seriedade repousa na ignorância que se ignora. Como diz Bergson:    A ironia que ele passeia com ele é destinada a afastar as opiniões que não sofreram a prova da reflexão e a envergonhá-las, por assim dizer, pondo-as em contradição consigo mesmas.  ( in JeanBrun, página 84)            É por isso que o procedimento de Sócrates era frequentemente o seguinte: O diálogo que começava pela procura de uma definição, o verdadeiro, o justo, o belo, a piedade, um interlocutor seguro de si que dava imediatamente uma definição. Sócrates ficava maravilhado, aceitava a definição do interlocutor que se impertigava, e tirava dela, com o seu consentimento,...
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