Lusiadas - consilio dos deuses

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Língua Portuguesa
9.º Ano

UNIDADE DIDÁTICA 3
(Planos de aula 6,7 e 8)

Turma 9º B

Data: 21 de abril de 2013

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Supervisora: Dr.ª Lurdes Sampaio
Orientadora: Dr.ª Isabel Marques
Professora Estagiária: Carla Alexandra Santos



ÍNDICE




Fundamentação pedagógica …………………………………..………………………..3–8

Objetivos gerais ………………………… ………………………………………………... 9

Plano da unidade didática………………………………………………………......…10–13

Desenvolvimento da aula …..………………………………………..……………....14–21



Anexos:

Episódio de “O Consílio dos Deuses” d’ Os Lusíadas………………..………... 23-25

Poema “O Infante” de Fernando Pessoa ………..……….. .……….………………. 26


Esquema-síntese do Episódio de “O Consílio dos Deuses” ..………………...….. 27


Guião de Leitura de “O Consílio dos Deuses” .……………………….…………..28-31


Correção do guião deleitura……………………………………………………….32-35



Bibliografia ……………………………… ……………………..….…………..……… 36-37
Fundamentação Pedagógica




É um dia, um só dia, a vida humana. O Homem
O que é? O que não é? Sombra num sonho
É o Homem. Mas se deus nos ilumina
Na terra brilha a vida
E é doce como o mel.Píndaro.


Os grandes problemas da nossa época não estão circunscritos ao território de um país, nem tão pouco a um continente. O desemprego, a poluição, as migrações, os conflitos, o tráfico de drogas, as profundas desigualdades na distribuição da riqueza, as doenças, a fome são problemas mundiais e atingem proporções verdadeiramentechocantes. Na derrocada de todos os valores, o único valor sólido a transmitir é o próprio homem.
Vivemos todos no mesmo planeta, respiramos todo o mesmo ar, utilizamos todos a mesma água, dependemos todos dos mesmos recursos e partilhamos todos as mesmas emoções. Logo, os problemas mundiais, as tragédias noticiadas incessantemente pelos meios de comunicação dizem respeito a todos e, maisconcretamente, aos jovens. Estes devem preparar-se para viver num mundo que, a cada geração que passa, se torna mais interdependente (aldeia global).
É, pois, urgente exaltar valores como a coragem, a força interior, a descoberta, a compreensão, a cooperação, o respeito pela diferença, na sala de aula, para fazer renascer o Império, não da carne, mas do espírito, onde resplandeça, de novo, aalma portuguesa.
Uma tal educação permite ao aluno exprimir as suas ideias, apresentar alternativas, propostas, partilhar e confessar as suas esperanças, para o futuro do planeta e, ao mesmo tempo, conhecer formas de agir, de participar e de as realizar.
Se nada se fizer, para abrir esta perspectiva aos jovens, o ensino corre o risco de criar gerações de cínicos, cidadãos ignorantesdas realidades do mundo, estreitos de espírito, indiferentes aos problemas e incapazes de agir. É necessário que estes entendam o verdadeiro valor da individualidade e tenham oportunidade de o aplicar a fim de se ajudar e de ajudar os outros. Para tal é necessário sair de si para saber ver o eu e o outro[1].
O poeta, Luís Vaz de Camões, soube ver o outro na sua grandiosidade, na suafraqueza, nas suas crenças, nos seus medos, e de uma forma sublime, transpôs essa visão para uma obra magna da literatura poética que são Os Lusíadas.
A nós educadores, cabe-nos também, como defende Rubem Alves olhar ”primeiro para o aluno e depois para as disciplinas a serem ensinadas. Os educadores não estão ao serviço de saberes. Estão ao serviço de seres humanos – crianças, adultos,velhos”[2]. Enquanto educadores, sejamos pois capazes, como outrora o foram os nossos navegadores, “de navegar por mares nunca dantes navegados” para no final da cada dia, após “Tantos climas e céus experimentados, /Tanto furor de ventos inimigos” sermos “agasalhados” pelo sorriso de um aluno, pela motivação de outro, e no dia seguinte, com...
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