Loucura

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Introdução
Outra importante complicação mental é a Esquizofrenia. Ela é uma das desordens psiquiátricas mais desafiadoras e complexas e que apresenta a maior causa de internaçao por motivos psiquiátricos atualmente. É um disturrbio mental que tem como característica uma desorganização dos processos mentais (DURÃO & SOUZA, 2006).
MARI &LEITÃO, (2000) relata que em recente revisão daOrganização Mundial da Saúde (OMS) sobre o impacto mundial da esquizofrenia foi encontrada uma taxa de prevalência de 0,92% para homens e 0,9% para mulheres. Os estudos epidemiológicos realizados no Brasil originam estimativas de incidência e prevalência que giram em torno de um e sete casos novos para 10.000 habitantes por ano.
No Brasil, o perfil da assistência psiquiátrica é vista atravésde indicadores das primeiras internações nos hospitais psiquiátricos. Esses indicadores são distribuÃdos por diagnóstico, em série histórica, desde 1940 até 1977. Tais dados mostram que as primeiras internações têm aumentado nas últimas quatro décadas, com maiores proporções dos diagnósticos de esquizofrenia e alcoolismo e dependência de drogas. Esses dados são de sumaimportância para os programas da área de Saúde Mental (MORGADO e COUTINHO, 1985).
A esquizofrenia não tem uma causa exata conhecida, porém várias teorias tentam encontrar um motivo que leve o indivÃduo a apresentá-la. A teoria que, possivelmente, mais se encaixe nessa patologia, como todas as outras, é a interação dos fatores genéticos, bioquÃmicos, anatômicos, sociais, espirituais,psicológicos, etc. (WILLIAMS & WILKINS, 2005).
DURÃO & SOUZA, (2006) relatam que os sinais e sintomas são divididos em quatro grupamentos especÃficos: positivos, negativos, cognitivos e afetivos. Os sintomas positivos englobam os delÃrios, as alucinações e desorganização do pensamento; os sintomas negativos se referem á diminuição da vontade e da afetividade, o empobrecimento do pensamento e oisolamento social; os cognitivos dizem respeito á dificuldade na atenção, concentração, compreensão e abstração de idéias; e os sintomas afetivos englobam a depressão, desesperança e idéias de autodestruição
O conhecimento desse sistema de classificação é muito importante tanto para os profissionais quanto para os familiares, pois ajuda a compreender um pouco das causas e formularestratégias para minimizar os sintomas e estabilizar a situação do paciente (TOWNSEND, 2002).
Baseando-se na avaliação inicial dos sinais e sintomas, TOWNSEND, (2002) descreve alguns dos possÃveis Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem direcionadas para essa patologia entre eles estão:
 
Alteração nos processos de pensamento relacionado à: incapacidade de confiar, ansiedade depânico, possÃveis fatores hereditários ou bioquÃmicos.
1.Comunicar que você aceita a necessidade que o cliente tem da falsa crença, mas que você não compartilha desta crença.
2.Eliminar as possibilidades de discussão e não negar a crença. Usar a “duvida razoávelâ€? como técnica terapêutica: “acho isso difÃcil de acreditar.
3.Reforçar e focalizar a realidade. Desencorajar longasruminações sobre o pensamento irracional. Falar a respeito de eventos e pessoas reais.
4.Se o cliente estiver muito desconfiado, as intervenções as intervenções a seguir podem ajudar: usar a mesma equipe na medida do possÃvel, ser honesto e cumprir todas as promessas. Evitar o contato fÃsico, evitar risos ou falar baixo quando o cliente puder lhe ver.
 
Alteração senso perceptiva auditiva evisual relacionado à: ansiedade de pânico, solidão extrema e retraimento para dentro de si mesmo.
1.Observar o cliente quanto a sinais de alucinações (postura de escuta, rir, ou falar sozinho, parar na metade da frase).
2.Evitar tocar o cliente sem aviso.
3.Encorajar o cliente a compartilhar com você o conteúdo da alucinação, oferecendo uma atitude de aceitação.
4.Evitar...
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