Longevidade e qualidade de vida

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UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE
ÁREA DE CIENCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE ENFERMAGEM





2º PERÍODO DE ENFERMAGEM







SEMINÁRIO INTEGRADOR
LONGEVIDADE E QUALIDADE DE VIDA





















GOVERNADOR VALADARES
2011
2º PERÍODO DE ENFERMAGEM

















SEMINÁRIO INTEGRADOR
LONGEVIDADE E QUALIDADE DE VIDATrabalho interdisciplinar apresentado ao Curso de Enfermagem com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre temas atuais para promover autonomia e integração dos estudantes.




Orientadora: Profª. Tatiana Heidi












GOVERNADOR VALADARES
2011
1 INTRODUÇÃO


O envelhecimentopopulacional é um proeminente fenômeno mundial que teve início na Europa Ocidental, no final do século XIX, estendendo-se para todos os países do primeiro mundo e já se faz presente em vários países “emergentes”, inclusive o Brasil (MENDES, 2010).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou em 2006 que a população no mundo considerada idosa (65 anos nos países desenvolvidos e 60 anos nos paísesem desenvolvimento) irá triplicar entre 2000 a 2050 passando de 600 milhões para 2 bilhões de idosos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2008).
O Brasil pode ser exemplificado por um aumento da participação da população maior de 60 anos no total da população nacional: de 4% em 1940, para 8,6% em 2000(CAMARANO et al., 1999).
De acordo com o Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE) o Brasil possui uma população total (residentes) de 190.755.799 milhões de pessoas, sendo a população de pessoas com 60 anos ou mais de 20.590.599 milhões, correspondendo a 10,8% da população.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) define envelhecimento como “um processo seqüencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, dedeterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio-ambiente e, portanto, aumente sua possibilidade de morte” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
O processo de envelhecimento altera toda a vida do indivíduo, pois, é um período de perdas biológicas e que pode afetar seus relacionamentos familiares ecom o restante da sociedade. Os idosos constantemente, devido ao processo de envelhecimento anatômico e fisiológico, acabam desenvolvendo algumas doenças crônicas, e não só o envelhecimento, mas também existem alguns fatores de risco que podem agravar a situação, tais como o tabagismo, a obesidade, má alimentação, o sedentarismo entre outros (CAMARANO et al., 1999).
O envelhecimento podeser compreendido como um processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos – senescência - o que, em condições normais, não costuma provocar qualquer problema. No entanto, em condições de sobrecarga como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, pode ocasionar uma condição patológica que requeira assistência - senilidade. Cabe ressaltar que certasalterações decorrentes do processo de senescência podem ter seus efeitos minimizados pela assimilação de um estilo de vida mais ativo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Não é possível avaliar com precisão a importância relativa de toda a combinação de fatores determinantes da morbidade e da mortalidade. Contudo, ao nível das políticas de saúde é importante identificar os fatores que podem ser modificadosentre aqueles que, quando presentes, aumentam o risco de morte (FERNANDES, 2007).
Os efeitos acumulativos dos fatores de risco relacionados com certos estilos de vida e o tipo de dieta alimentar repercutem-se ao longo da vida e são potenciados negativamente nas idades mais avançadas. Certas doenças crônicas são agravadas precocemente, induzindo a situações mórbidas irreversíveis devido a...
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