Logística reversa : uma alternativa para reduzir custos e criar valor

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XIII SIMPEP 2006,Bauru, SP, Brasil, 06 a 08 de novembro de 2006

Logística Reversa : uma alternativa para reduzir custos e criar valor
Manuel Garcia Garcia (UNIP) garcia2@uol.com.br

Resumo: Em geral o gerenciamento da Cadeia de Suprimentos busca otimizar o fluxo de produtos na direção da Cadeia para o Cliente, e deixa em segundo plano o fluxo no sentido do Cliente para Cadeia, considerandoque está é uma atividade que só agrega custos. O artigo aborda a necessidade de repensar a Cadeia de Suprimentos para uma Cadeia de Suprimentos Integral, que leve em consideração todo o ciclo de vida do produto, que não termina com a entrega do produto ao cliente, mas se estende da devolução do produto para descarte, ou recuperação ou remanufatura, permitindo a reentrada do fluxo de material nacadeia de suprimentos. A Logística Reversa precisa ser entendida pelas empresas como uma oportunidade de adicionar valor quer pela imagem da empresa junto à sociedade com relação aos aspectos ambientais e a sua responsabilidade social, quer pela oportunidade de agregar serviços criando diferenciais competitivos e pela gestão integrada do ciclo do produto e dos custos envolvidos ao longo da vida doproduto, possibilitando desta forma a redução de custos e gerando vantagem competitiva. Um estudo de caso considerando a reutilização de embalagem busca exemplificar as oportunidades que podem ser obtidas com o repensar da logística reversa. Palavras-chave: Logística reversa, ciclo de vida do produto, reutilização, sustentabilidade. 1. Introdução A contínua busca por menores impactos ambientais sãoresultantes de exigências impostas pela sociedade através dos consumidores e de requisitos legais governamentais.. As legislações ambientais tornaram-se mais duras na última década, exigindo das empresas um comportamento ambiental mais ativo, responsabilizando-as pela completa gestão do ciclo de vida dos seus produtos, diminuindo assim os impactos ambientais não apenas dos processos, mas tambémdaqueles causados pelas atividades de descarte. Isto faz com que aumente a porcentagem da utilização de materiais e embalagens reciclados. É crescente entre os clientes a consciência para a reciclagem e por processos de manufatura mais limpos, espera-se que para cada produto novo adquirido um produto antigo deva ser reciclado (KRIKKE, 2001). Segundo DORNIER et al (2000: 40): “No início osinvestimentos em logística focaram-se principalmente no fluxo das empresas para o mercado (fluxo direto)”. DORNIER et al.(2000: 39), colocam que a definição atual de logística deveria englobar todas as formas de movimentos de produtos e informações. Essa nova visão da logística amplia o escopo de atuação da área, passando a incluir não só fluxos diretos tradicionalmente considerados, mas também os fluxosde retorno de peças a serem reparadas, de embalagens e seus acessórios, de produtos vendidos e devolvidos e de produtos usados ou consumidos a serem reciclados. Já para CHISTOPHER (1999), a decisão de gerenciar os fluxos reversos amplia ainda mais as oportunidades de acréscimo de valor de diferentes naturezas que a atividade logística pode agregar ao bem. Para LEITE (2003: 135), a nítida redução dociclo de vida de produtos que se observa nas últimas décadas gera excedentes de produtos de pósconsumo e de pós–venda cujo retorno precisa ser equacionado. 2. As mudanças do ambiente das Empresas Sobre o papel do cliente BALLOU (1993: 88), já mencionava a seguinte preocupação relativa ao fluxo reverso: “O movimento de valorização do consumidor, iniciado por Ralph Nader,

XIII SIMPEP2006,Bauru, SP, Brasil, 06 a 08 de novembro de 2006

aumentou a percepção do público para produtos defeituosos (...) os riscos são muito maiores hoje para empresas que não antecipem a possibilidade de recolhimento de um produto”. Políticas governamentais, vantagens competitivas, mudanças tecnológicas, economia de energia e o mercado são forças que pressionam as empresas a considerarem os fluxos reversos...
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