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I
( interrupções (



A morte era apenas uma fase de nossas vidas, que se assemelhava a Lua. Primeiro a Virgem, depois a Mãe, e por fim a Velha Sábia. Mas eu não sabia se eu, uma simples e mera criação, poderia retornar ao meu eu Virgem, depois de me tornar um sábio. Ou até se chegaria a me tornar um sábio.

((

O som do vento sob as copas dos pinheiros estava me torturando. Tudoera chato em Dragonmind, Waterton-Glacier, norte de Montana, mas a calma foi interrompida, por uma energia que transpassou a árvore as minhas costas.
- Se quiser me matar enfia uma adaga no meu peito, é mais rápido! - Gritei para o nada.
- Qual é, gatinho? Não precisa estressar, não foi por querer. Nós só estávamos brincando - disse Lewis, o mais irritante gato do vilarejo.- Brincadeira interessante! Eu vou jogar um raio de energia na sua cabeça pra ver o que acontece”. Disse John, meu melhor amigo. - Eu vou embora, essa reserva está um saco - disse ele, pegando a mochila e saindo.
Gardner desceu rapidamente até nós, a tempo de segurar John.
- Espera, John. Eu paro de ser o carinha chato e irritante, só não vai embora.
John não ia resistirao beicinho e menos ainda aos músculos de Gardner.
- Tudo bem. Eu vou ficar... Pelo Roh.
Eu dei uma risadinha, e voltei a vasculhar minha mochila a procura de um sache de mel e incenso.
- E você vai insistir na amizade? - perguntou Lewis.
- Insistir?
- Você entendeu muito bem. Está procurando o que?
- Eu trouxe um pouco de mel para as fadas. E unsincensos para proteger a cachoeira.
Ele me virou para ficarmos cara a cara e me prendeu com os braços.
- Vai continuar se esquivando?
- Eu não estou me esquivando.
- Não?
Eu balancei a cabeça.
Ele aproximou o rosto do meu, quando eu percebi que palavras se formavam no céu com riscos leves e finos de névoa.
Seu avô chegou com seus tios daInglaterra, não se demore, papai.
- Ótimo! - murmurei.
- Tudo bem?
- Tudo.
- Não parece.
As crianças de Dragonmind, em geral, ficavam felizes quando iam para a escola e ficavam fora dos olhos dos pais, mas comigo não era assim, meu pai era professor lá.
- Eu juro que você disse alguma coisa.
- Só pensei alto.
- Então o que você pensou alto?- Cachoeira?
- Beleza - disse ele, dando um sorriso malandro. - Só tem um probleminha. Eu não trouxe minha sunga.
- Ah, o problema é seu.
- Então eu posso nadar nu?
- Por mim... Só não tente nenhuma graça, eu tenho um punhal na minha mochila e sei como usá-lo.
- Uau! Eu também tenho uma arma e sei como usá-la - disse ele, ainda com sorriso malicioso,dessa vez olhando para baixo.
- Tarado! - disse tapeando-o, ao perceber do que ele falava, e saindo correndo em seguida.
- Vem cá - disse ele, vindo atrás de mim.
Eu continuei correndo até a cachoeira. Ao olhar para traz vi que ele já tinha arrancado a blusa. Ele pulou na cachoeira atrás de mim, e submergiu de cara a cara comigo.
- Vai escapar de novo?
-Quem disse que eu quero fazer isso?
Seu rosto foi se aproximando do meu, até que um grupo de garotos chegou, nos dispersando totalmente.
- Com licença. Aqui é a Reserva dos Pinheiros? - perguntou o que parecia ser o mais velho.
A única diferença entre eles eram os cortes de cabelo e os tamanhos.
Lewis olhou ao redor, e deu um sorriso sarcástico.
- Acho que éaqui mesmo - disse ele.
- Desculpa pela pergunta óbvia. Mas é que não somos daqui. Morávamos na Dinamarca, mas meu pai faleceu, e nós viemos para cá ficar com a nossa mãe - disse o mais novo.
- Lamento - disse.
- Tudo bem.
- Nós viemos pegar umas ervas para a mamãe, não podemos demorar. Onde tem berrots por aqui?
- Depois da ponte ali em cima.
-...
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