Livro a cidade das palavras resumo

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  • Publicado : 24 de novembro de 2012
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A cidade das Palavras – Resumo
Nos primeiros anos do século XX, poucos suspeitariam da definição do homem como animal social ou da confiança na história como marcha do progresso humano. Depois de um século de violência, intolerância e degradação ambiental, não são poucos os que se perguntam - afinal, por que vivemos juntos e para onde nos encaminhamos? O consenso de outrora virou a perplexidadede hoje, e é desta que partem as reflexões de Alberto Manguel em 'A cidade das palavras'. Reflexões de um homem de letras, para quem a linguagem, a ficção e a literatura ocupam lugar decisivo na experiência humana. Para ele, a linguagem tem o dom de impor alguma ordem ao mundo, e a narrativa nos permite constituir nossas identidades.
A voz de Cassandra:
- Doblin considera a escrita um mecanismoque faz com que o homem movimente-se entre o passado e o futuro, refletindo ao mesmo tempo sobre histórias da humanidade e também sobre a realidade em formação.
- linguagem é a principal razão pela qual vivemos juntos
- desfrutar da experiência passada e alheia como se fosse a nossa
- Cassandra: sacerdotisa que Apolo concedeu o dom da profecia, sob a condição de que ninguém jamais acreditasse emsuas palavras.
- compara o mito com o leitor desinteressado: as palavras de Cassandra eram desacreditadas da mesma forma que o leitor ignora as palavras do livro. Os dois são inventores.
- Manguel diz que a leitura é DOGMÁTICA, ou seja, registra fatos mas não estabelece argumentos absolutos, não determina princípios indiscutíveis, não oferece identidades homogêneas.

As tabuletas de Gilgamesh:
-reflexões sobre as histórias e a importância do outro para o nosso autoconhecimento.
- Para saber o que cada um é, são necessários ao menos dois homens.
- o outro torna possível a nossa existência/ cada um se define pela existência do outro
- Gilgamesh e Enkidu iam se matar, mas se abraçam e de beijam. Ambos enfrentam os perigos da cidade. Matam uma fera e um deles terá que morrer. Enkidu morre masGilgamesh vai até o mundo ínfero para buscá-lo de volta. Não consegue.
- Discussão sobre as noções de identidade, de pertencimento
- Atual = se vive em um MULTICULTURALISMO (diversidade) como forma de fragmentação ou até rejeição de povos e de culturas. Rotulação do outro como inimigo.
- “Uma vez que se cria uma nova identidade define-se igualmente uma nova exclusão. Cada Gilgamesh nativo exigeseu Enkidu exótico.” (exótico é o que está fora da cidade)
- Brown e Sarkozy: assimilação e exclusão são os únicos métodos para se garantir a sobrevivência de uma IDENTIDADE NACIONAL. Deve-se impedir que o outro se incorpore a nós, que a união com o outro só tem consequencias terríveis. O outro deve renunciar sua identidade ou viver para sempre como forasteiro.
- a identidade da cidade depende dealgum tipo de banimento ou exclusão (leis)
- a identidade do indivíduo exige um esforço constante de inclusão, para saber o que cada um é, são necessários ao menos dois homens (gilgamesh)

Os tijolos de Babel:
- Aprofundar a ideia da linguagem como um elo de comunicação entre indivíduos que convivem em uma mesma sociedade, talvez na mesma cultura. Manguel enfoca a importância das histórias criadascom aspectos da realidade para o entendimento da humanidade.
- função da língua, ora nos aproxima ora nos afasta (epígrafe de Malarme)
- “As palavras exigem o conhecimento do outro, da capacidade alheia de ouvir e entender, ler e decifrar um código comum e nenhuma sociedade existe sme uma linguagem compartilhada por todos.” (Livro de Genese)
- Importância das narrativas e destaca que a origem dalíngua escrita foi criação dos contadores.
- a linguagem tem dupla identidade: pois tanto CRIA como TRANSMITE algo.
- O autor visualiza a interação entre uma civilização e sua linguagem, concebendo que cada espécie da sociedade origina uma linguagem e esta linguagem constrói histórias que transmitirão o pensamento daquela sociedade.
- toda história é um triângulo que envolve autor e leitor,...
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