Literatura e crítica e animalidade

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  • Publicado : 12 de novembro de 2011
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Literatura e crítica e animalidade

Quando um leitor se propõe a ler um texto literário, num primeiro momento sua expectativa é que ele seja bom mas, como avaliar esse “ser bom”? Nesse sentido, oleitor pode recorrer à opinião dos especialistas: os críticos literários, na esperança que eles digam qual obra literária é boa ou quais mereçam ser lidas. Porém, esse ato pode levar o leitor a uma“pré-domesticação” antes mesmo de sua experiência pessoal com o que pretende ler.

Antoine Compagnon (2003) afirma que o público espera que os profissionais da literatura lhe digam quais são os bons equais são os maus livros; que os julguem, separem o joio do trigo e fixem o cânone.

Mas será realmente possível fixar esses valores sem levar em consideração a questão do gosto? E será mesmo que oleitor realmente necessita ou deve tomar para si essa crítica já estabelecida a cerca daquilo que ele ainda nem teve contato?

É necessário que se leve em conta que o texto literário não é apenas umconjunto de palavras organizadas em torno de um assunto pois, a literatura guarda um grande valor em si mesma, ou seja, é por meio dela que nós nos reconhecemos como humanos uma vez que, textosliterários tem o poder de nos levar a um universo desconhecido (independente da idéia do belo) além de despertar em nós o gosto pela leitura e pela escrita nos tornando assim, indivíduos críticos. Já ao lermosum texto teórico, por exemplo, não precisamos aceita-lo como verdade absoluta, também podemos nos tornar teóricos, operacionalizar e nos posicionar criticamente acerca daquele texto. De acordo comCompagnon (1999, p. 147) “uma obra afeta o leitor, um leitor ao mesmo tempo passivo e ativo, pois a paixão do livro é também a ação de lê-lo”.

Dessa maneira, percebemos que sem texto não haverialeitor e sem leitor o texto ficaria condenado à morte e assim podemos interpretar que há uma dialética de caráter vivo entre tais instancias.

Em Memórias póstumas de Braz cubas de Machado de...
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