Literatura Infantil Brasileira: História e histórias de Regina Zilberman e Marisa Lajolo.

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UNIGRANRIO
Pós-Graduação Lato Sensu
Especialização em Literatura Infantil e Juvenil: Leitura e Ensino.
Duque de Caxias, 22 de outubro de 2011.
Professora: Cintia Barreto.
Disciplina: “A literatura infantil e juvenil no Brasil”.
Aluna: Hyla de Oliveira Carvalho
Campus: Caxias

Artigo acadêmico sobre o livro:
Literatura Infantil Brasileira: História e histórias
de Regina Zilberman eMarisa Lajolo.
Embasado teoricamente pelo livro Literatura Infantil Brasileira: História e histórias de Regina Zilberman e Marisa Lajolo, este artigo visa refletir sobre a trajetória da literatura infantil, oriunda dos contos europeus até a literatura infantil brasileira, suas influências, autores de expressão e contemporaneidade.
Segundo as autoras, a literatura infantil brasileira surgetardiamente (dentro do aspecto cronológico desta linha de literatura) através do contato com os livros trazidos na época da colonização portuguesa, por volta do século XIX, quando o acervo de literatura infantil na Europa já esta consolidada, enquanto produção literária significativa, voltada para o público burguês e capitalista. Autores como Charles Perrault, irmãos Grimm, Hans Christian Andersen,entre outros, contribuíram grandemente na difusão deste tipo de literatura voltada para o público infantil. Neste período, o acesso a essas obras (a maioria em seu idioma original, ou traduzidas para o português de Portugal) ficavam restritos a uma pequena elite.
O texto aponta que a circulação destas obras literárias eram extremamente restritas, já que na época não havia tipografias, além depouquíssimas livrarias e só haver bibliotecas privadas.
Este panorama só começa a mudar com a chegada de D. João IV e da corte imperial o que acarretou na incentivação da instrução pública no nível de primeiras letras e a instalação da Imprensa Régia, aumentando, assim, o acesso aos livros.
A literatura infantil brasileira começou a traçar a busca por uma identidade nacional, ao perceber que os textosvindos da Europa e traduzidos para o português de Portugal se distanciavam muito da realidade lingüística brasileira. Surgem, portanto, vários programas de nacionalização desse acervo literário europeu para crianças brasileiras através de traduções que aproximassem as literaturas do idioma nacional e suas singularidades.
Os pioneiros no Brasil na busca da identidade nacional da literatura infantilsão Carlos Jansen (jornalista e professor alemão radicado no Brasil, responsável pela tradução de clássicos como Robinson Crusoé, Viagens de Gulliver, As aventuras de Celebérrimo Barão de Münchhausen e D. Quixote de la Mancha), Figueiredo Pimentel (militante da imprensa responsável por introduzir, através de histórias com narrativas da tradição popular oral na literatura infantil brasileira, cujoincentivo de continuar escrevendo para este público partiu do velho Quaresma dono da Livraria Quaresma-Editora, conhecedor do potencial de Figueiredo Pimentel após sua publicação em 1896 de os Contos da Carochinha que o encarregou de organizar uma coleção especial para as crianças), não podendo esquecer da contribuição de Arnaldo de Oliveira Barreto, com suas traduções e adaptações que resultaramna constituição da Biblioteca Infantil Melhoramentos.
É explícito, mediante ao exposto pelas autoras, que um dos principais objetivos da literatura infantil brasileira em seu início era o entreter divertindo de cunho moralizante, embasada pelo cristianismo e a moral.
Inicialmente a literatura infantil brasileira teve, segundo o texto de ZILBERMAN e LAJOLO, como forte influência os contoseuropeus trazidos pelos portugueses, cujo imaginário literário era repleto de castelos, fadas, reis, rainhas, príncipes, princesas, florestas, lobos, entre outros, as quais os personagens são frutos das compilações de contos relatados em aldeias da Europa. Somente a partir da campanha de nacionalização da literatura infantil é que autores como Figueiredo Pimentel, passaram a buscar na tradição...
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