Literatura comparada.

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  • Publicado : 15 de novembro de 2011
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TEMA:

Poesia, conto e romance (Romantismo, Realismo e Simbolismo).

OBJETIVO:

Desenvolver um texto dissertativo de cunho próprio sobre aspectos que envolvem as manifestações da Literatura Portuguesa dos períodos acima destacados.

justificativa:
Este trabalho tem a finalidade de compreender, por meio de perspectivas estéticas, históricas e culturais, a importância dos movimentosestéticos do Romantismo ao Simbolismo, para a consolidação e amadurecimento da literatura portuguesa, em qualquer texto que apresente essas características. Identificar as expressões literárias do Romantismo, Realismo, Simbolismo em Portugal, perpassando pela origem e desenvolvimento desses movimentos; o romance romântico, realista e realista-naturalista; as poesias romântica, realista, a poesia, aprosa e o teatro simbolistas.

Introdução:

Portugal ocupa especial posição geográfica no mapa da Europa. Reduzido território de menos de 90 000 km2, limita-se com a Galiza ao norte, com a Espanha a leste, e com o Oceano Atlântico ao sul e a oeste. Como empurrado contra o mar, toda a sua história, literária e não, atesta o sentimento de busca dum caminho que só ele representa e pode representar.Tal condicionamento geográfico, enriquecido por exclusivas e marcantes influências étnicas e culturais (árabes, germânicas, francesas, inglesas, etc.), havia de gerar, como gerou, uma literatura com características próprias e permanentes. A "fatalidade" de ser a Língua Portuguesa seu meio de comunicação ajuda a completar e explicar o quadro.
Diante da angústia geográfica, o escritor portuguêsopta pela fuga ou pelo apego à terra, matriz de todas as inquietudes e confidente de todas as dores, centro de inspiração e nutridora de sonhos e esperanças. A fuga dá-se para o mar, o desconhecido, fonte de riqueza algumas vezes, de males incríveis e de emoção quase sempre; ou, transcendendo a estreiteza do solo físico, para o plano metafísico, à procura de visualizar numa dimensão universal eperene a inquietação particular e egocêntrica.
Os estudiosos têm-nos rotulado de modo diverso, conforme a perspectiva e a base ideológica em que se apoiam: Humanismo, Classicismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Simbolismo, Decadentismo, Surrealismo, Impressionismo, etc., uma legião de "ismos" com vário significado.
Assim, a Literatura Portuguesa oscila entre posições extremas, comcerteza porque uma compensa a outra. Ao lirismo de raiz, por vezes carregado de pieguice e morbidez, corresponde um sentimento hipercrítico, exagerado, pronto a agredir, a ofender, a mostrar no "outro" a chaga ou a fraqueza. A sátira, não raro levando ao desbocamento e ao destempero pessoal, dialoga com o culto fetichista da sensação, do sentimento, exacerbado por atitudes de confessionalismoadolescente. Uma atitude esconde a outra, a tal ponto que na base íntima de todo satírico ou erótico se percebe logo o sentimental, o hipersensível, que defende suas tibiezas com o verniz do procedimento contrário. E vice-versa.
Vem daí que seja uma literatura rica de poetas: aquela ambivalência constitui o suporte do "fingimento poético", na expressão feliz, e hoje tornada lugar-comum, de Fernando Pessoa.A poesia é o melhor que oferece a Literatura Portuguesa, dividida entre o apelo metafísico, que significa a vivência e a expressão de problemas fundamentais e perenes (a existência ou não de Deus, o ser e o não-ser, a condição humana, os valores do espírito, etc.), e a atracção amorosa da terra (representada por temas populares, folclóricos), ou um sentimento superficial, feito da confissão deestados de alma provocados pelos embates amorosos primários, tendo por fulcro o eterno "eu-te-gosto-você-me-gosta", de que fala Carlos Drummond de Andrade. Não obstante essa derradeira tendência se constitua em pólo permanente, a Literatura Portuguesa ocupa lugar de relevo no mapa literário europeu graças a alguns poetas vocacionados para a contemplação metafísica, como Camões, Bocage, Antero,...
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