Literatura Brasileira

420 palavras 2 páginas
2 – Compare e contraste Cláudio e Gonzaga, articulando a especificidade das suas dicções à distância-proximidade de cada um deles face a dominante Horaciana do século XVIII.
RESPOSTA: Quando os Horacianos falam de poesia, eles colocam o Barroco como contraponto, como algo que não deveria se fazer. A poesia do século 17 era algo mais obscuro, com rimas e metáforas mais arranjadas, porque nesse século, a poesia precisa ser algo que espanta o leitor, com metáforas em cima de metáforas e versos muito arranjados. Duas palavras muito utilizadas para o Barroco eram Engenho ou Juízo, onde Engenho se referia à capacidade de perceber semelhanças entre coisas estranhas e Juízo era a capacidade de falar coisas pertinentes referente ao assunto abordado, um ideia de controle da metáfora. Porém, no Arcadismo essas metáforas sobre metáforas não eram tão bem vindas. No Barroco tudo é extremo, existia a recusa da “linha média” dentro das poesias barrocas, já o Arcadismo é a volta dessa linha média. Os poemas no Arcadismo tinham a finalidade de gerar ensinamentos, que ensina algo, então, os poemas precisavam ser claros e sem essa presença exorbitante de metáforas. Um poeta que viveu a transição do Barroco para o Arcadismo foi Cláudio Manoel da Costa. Cláudio começou com o Barroco que foi uma marca deixada pelos seus escritos de juventude, enquanto era estudante em Coimbra, depois passou para o estilo simples do arcadismo, que conheceu após o contato com o Iluminismo, que concebia práticas mais racionais nas belas-letras.
“[...] a maior parte dessas obras foram compostas ou em Coimbra, ou pouco depois, nos meus primeiros anos, tempo em que Portugal apenas começava a melhorar de gosto nas belas letras.” (COSTA, Cláudio Manuel).
Nesse trecho do prólogo de seu livro Obras, Cláudio deixa claro a sua transição do Barroco para o Arcadismo quando utiliza a palavra sublime, já que a escrita no arcadismo possui menos metáforas e é algo mais simples, algo mais sublime. O autor explica que essa

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