Linhagens doestado absolutista

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  • Publicado : 11 de outubro de 2012
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Historiador, professor e editor, Perry Anderson teve sua posição marxista influenciada por Jean-Paul Sartre, após seu período de militância na universidade. Entre suas produções de maior destaque estão: Linhagens do Estado Absolutista; Passagens da Antiguidade ao Feudalismo; A crise da crise do Marxismo.

O livro Linhagens do Estado Absolutista de Perry Anderson inicia sua abordagem criando ummodelo teórico sobre a formação dos estados absolutistas na Europa Ocidental. O autor inicia a sua abordagem partindo de uma discussão teórica sobre o modelo do surgimento dos estados absolutistas formulado por Marx e Engels. A partir desta análise o autor vai formulando seu próprio modelo da formação dos estados absolutistas no ocidente europeu, na qual esta baseada no processo que deu origem aosestados absolutistas, sendo as luta de classes entre a nobreza e o campesinato do campo e as populações pobres das cidades.

Esta resenha deteve-se no Capitulo Espanha nas paginas 58 a 83, com o objetivo de apresentar a formação do Estado absolutista espanhol e as formas que levaram ao seu declínio.
Perry Anderson observa a importância da Espanha para o surgimento dos outros Estadosabsolutistas europeus, sendo a Espanha não meramente uma consequência dos acontecimentos históricos, mas uma das determinantes para esse processo de centralização política no resto da Europa Ocidental.

Anderson destaca que o absolutismo espanhol, possui duas grandes especificidades que o destacam perante os outros Estados europeus. Em primeiro lugar, através da utilização de políticas de casamentosdinásticos, os reis espanhóis puderam anexar ao seu patrimônio os novos territórios adquiridos com este mecanismo feudal, ou seja, a questão de linhagem de parentesco da casa dinástica da família Habsburgo rendeu ao império espanhol uma escala de territórios e influência a qual nenhuma monarquia rival pode se igualar, fato este que superou de longe qualquer outra linhagem européia.

A segundaespecificidade espanhola foi uma grande concentração de riquezas obtidas através da exploração de metais do Novo Mundo. Seguindo neste contexto nenhum outro grande Estado absolutista na Europa Ocidental viria a ter um caráter tão aristocrático ao desenvolvimento burguês.
No entanto devido à ameaça da dominação Habsburgo sobre as outras dinastias européias, estas se fortaleceram para a defesa contra aEspanha, ou seja, o império espanhol acabou consequentemente fortalecendo os outros estados rivais europeus.

Ou seja, a união entre os reinos de Castela e Aragão deu origem ao nascimento do estado espanhol, destacando que o reino de Castela possuía uma forte economia lanífera, enquanto o reino de Aragão era uma potência territorial e comercial. Convém lembrar que esta união segundo o autorpossuía uma base econômica aparentemente forte.

Anderson apresenta durante o texto as características econômicas e políticas de Castela. Destacando que Castela era um reino no qual predominava uma aristocracia senhorial, estes por sua vez possuíam enormes domínios territoriais e formavam uma ordem militar poderosa. Castela era formada também por um considerável número de cidades, embora nãohouvesse ainda nesse tempo uma capital fixa, no entanto estas não desempenhavam um papel econômico relevante.

Para o autor, durante a Idade Média 2 a 3% da população controlavam cerca de 97% do solo. Isto implica dizer, que mais de uma metade pertencia a umas poucas famílias de nobres. Com isso o autor apresenta o perfil econômico castelhano, destacando que esta era produtora de cereais, havendo umaintensiva prática pastoril, conseqüentemente a produção de lã constituiu a base das fortunas de tantas casas aristocráticas, o que estimulava o crescimento urbano e o comércio com os reinos estrangeiros.
O reino de Aragão estava dividido em três províncias: a província de Aragão, que segundo o autor possuía o mais repressivo sistema senhorial da península ibérica, pois, esta província tinha...
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