Linha do tempo: ideal de beleza

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  • Publicado : 16 de novembro de 2011
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Linha do tempo: Ideal de Beleza

Os domínios de saber são formados a partir de práticas sociais, de modo que, é a todo instante edificado e reedificado pela história. Ora, o saber é um invento do homem e de sua sociedade, a verdade não é autêntica, não possui uma origem natural, é artificial/socialmente produzida. O domínio do saber nasce das práticas sociais, modifica-se devido às mudançasnelas e as modifica por conduzir praticas. Neste sentido, em “A verdade e as formas jurídicas”, Foucault refere-se a Nietzsche: “Nietzsche quer dizer que não há uma natureza do conhecimento, uma essência do conhecimento, condições universais para o conhecimento, mas que o conhecimento é, cada vez, o resultado histórico e pontual de condições que não são da ordem do conhecimento.”. (FOUCAULT, 2002,p.24). O objeto de conhecimento é o existente físico, e o conhecimento é construído pelo sujeito que busca conhecer. As condições de experiência não são compatíveis às condições do objeto de experiência. O conhecimento humano não pode captar o objeto em si, pois “o conhecimento não tem relações de afinidade com o mundo a conhecer.”. (IDEM, pp.18-19).
O saber é fabricado pelo homem(histórico/socialmente) e agrega valor dentro da historicidade em que surgiu. Porém, conforme a sociedade se modifica, os saberes e as atribuições de verdade se alteram. Para que um saber possibilite alguma relação de poder é necessário que o saber passe por uma espécie de filtragem, onde ele será taxado como verdadeiro ou falso. A verdade está em conformidade com a realidade histórico-social em que se encontra.Assim, o saber é produzido pelo homem e a sua validade é estabelecida também por ele.
O ideal de beleza é um modelo de perfeição ou excelência (que só existe na imaginação), ou seja, é uma imagem ou um saber/verdade fabricado e atribuído socialmente do caráter de “ideal”. O ideal, por sua vez, seria tudo aquilo que possui, em grau superlativo, as qualidades positivas de sua espécie ou que seajusta exatamente a um modelo, no caso ao modelo de belo, de modo que desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos. Consequentemente o ideal de beleza, torna-se objeto da nossa mais alta aspiração, alvo supremo de ambições ou afetos.
Logo, se a verdade acerca do que é o belo não é natural, mas sim uma produção social que se transforma em meio à história da sociedade, nos épertinente a investigação sobre as transformações no ideal de beleza na sociedade ocidental. De modo que, segue em nosso texto uma linha do tempo simplista, apenas para guiar-nos no pensamento para a desnaturalização de um ideal de beleza.
Começamos nossa perspectiva histórica do ideal de beleza na pré-história, onde o ideal estético feminino caracterizava-se por possuir seios fartos e ancasbem definidas. Pois, em tempos de difícil sobrevivência essas formas sinalizavam que a mulher mantinha-se bem alimentada e, portanto, era capaz de buscar sua comida e gerar filhos sadios. Lembrando que o gasto energético nesse momento histórico era muito elevado quando comparado ao mundo contemporâneo.
Por volta de 130 a.C., o ideal de beleza sofre notáveis modificações com os gregos, o belotornou-se tudo o que equilibrava proporção e simetria. O ideal de beleza desloca-se não simplesmente em sua forma, mas em seu âmago, o que se modifica na verdade é a própria sociedade, as suas necessidades, e os seus costumes. Nota-se que a preocupação primordial dessa sociedade já não é a de sobrevivência e proliferação como fora na pré-história, o ideal de beleza do equilíbrio e simetria surge emmeio a uma sociedade interessada em política, filosofia e temperança.
Durante o Renascimento (1300 a 1650), a corpulência volta a “moda” como sinônimo de saúde, depois de a peste negra ter eliminado quase dois terços da população européia no fim da Idade Média. A partir do Barroco (séc. XVII), o ideal de beleza feminina foi exigindo formas frágeis. A cintura, o maior objeto de desejo, foi...
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