Linguagens

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ANÁLISE DE OBRA DIDÁTICA PORTUGUÊS: LINGUAGENS, DE WILLIAM ROBERTO CEREJA E THEREZA COCHAR MAGALHÃES, E QUESTIONAMENTO SOBRE ANÁLISE DISCURSIVA: O DISCURSO EM CURSO PROMOVE À VIDA?1 Terezinha Fatima Martins Franco Brito (UNIGRANRIO) tfmarfranbr@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO O presente artigo objetiva levantar questões que levem à revisitação acerca das abordagens psicodidaticossociais envolvidas noprocesso de leitura e interpretação de textos contidos na obra didática Português: Linguagens, de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães (Ensino Fundamental II), e os discursos neles envolvidos. O que nos angustia de sobremaneira, quando o assunto é a escolha de obra didática e que esta, através da discursividade de textos, poderá oferecer suporte à formação educacional pretendida parao desenvolvimento social de nossos educandos, também perpassa pela preocupação pedagógica de que a obra projeta discursos de múltiplas vozes oriundas dos textos que a compõem e que, nesse acervo, consequentemente, ocorrerá instrumentalização e parceria quanto aos discursos críticos e interpretativos que existem na sociedade em geral. Se os textos mantém adequação para a faixa etária e deinteresses para o momento histórico-político-social em que são trabalhados. Os textos na obra não existem de forma “engessada”, fechada. Eles são selecionados de acordo com justificativas e critérios dos autores e assessoria pedagógica vislumbrando-se a utilização pelos professores e instituições que irão adotar uma ou outra coleção didática, onde, para
Este artigo é parte integrante dos estudos sobre oLivro Didático Português: Linguagens que venho desenvolvendo no Programa de Mestrado da UNIGRANRIO, de Duque de Caxias- PróReitoria de Pós-Graduação e Pesquisa – PROPEP - Escola de Educação, Ciências, Artes, Letras e Humanidades. Programa de Pós-Graduação em Letras e Ciências Humanas – PPGLCH – 1ª Turma do Mestrado Acadêmico em Letras e Ciências Humanas, sob orientação do Professor Doutor RogérioCasanovas Tílio.
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definir a escolha, também existe uma seleção criteriosa para a adoção do livro. Necessária se faz também a análise crítica que os educadores desenvolvam, ou não desenvolvam, para efetivamente decidirem sobre a adoção de uma obra em detrimento a outras. Os educadores precisam estar atentos a fim de que não se transformem em meros seguidores das orientações contidas nosmateriais didáticos. O material didático é uma ferramenta de apoio e não substituto do profissional comprometido com a educação. Um texto, em sua essência e também e especialmente num livro didático contextualizado, existe para ser comentado, comparado, interpretado. Jamais para ser indicado em suas páginas e atividades referentes às mesmas, enquanto um professor preenche diários de classe ou fazcorreções de exercícios. Freitag (1989) ressalva que professores e alunos acabam tornando-se escravos do livro didático ao invés de o utilizarem para o desenvolvimento da autonomia, do senso crítico e de contraideologia tornando-o principal roteiro, ou exclusivo, do processo de ensino e aprendizagem. Devemos refletir sobre o papel do livro didático e da leitura de textos diversificados que apresentamdiscursos e imagens veiculadas e com o poder de representar, como pode ser constatado na obra em análise, inicialmente, para este artigo, do livro do sexto ano do Ensino Fundamental. Nesse volume destinado aos sextos anos os textos representam o mundo da fantasia, das crianças em perigo, do mito de Peter Pan, da infância e pré-adolescência, das pessoas e laços de afetividade, da preservação ecológica,dos costumes, do posicionamento cidadão e valores sociais. Essa representatividade se manifesta na pesquisa e nos traz inúmeros conhecimentos sobre a aplicabilidade desses textos, assim como indicam o quanto é importante investigarmos acerca do funcionamento desses mesmos textos e o estudo e conhecimento sobre eles. Como afirma Morin (1996):
Nossa ciência realizou gigantescos progressos de...
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