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Texto 1.

O jornal do comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas filhas. Dizia estar grávida, mas não queria a criança. Ela entregaria a quem dispusesse a pagar sua ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter de fazer um aborto. O tema ainda é tabu no Brasil.

Para Marx a religião é o ópio do povo. Mas nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo iràs compras. Como as modas americanas são contagiosas, é bom mesmo ver do que se trata. Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais.

Dois motivos me levaram a ler este livro. Dois se destacam pelo grau de envolvimento: raiva e esperança. E quase sempre como forma de resistência e /ou transformação. Explico-me: raiva por ver o quanto à cultura ainda é vista como antigo supérfluoem nossa terra. Esperança por observar quantos movimentos culturais tem acontecido na nossa história.

É um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda. O caos socialestá decretado.

Texto 2.

Motoristas irritados acreditam que, ignorar crianças que pedem esmolas nas ruas, estarão conscientizando-a de que deve trabalhar e ganhar dinheiro. Outros, porém, decidindo-se pela doação, encontram ali uma oportunidade para aliviar as dores de consciência que, em maior ou menos grau, atingem a todos.
A impressão de que alguns problemas, como os dos menores de rua, sãocrônicos no Brasil tem sido normalmente alimentada pela ineficácia das políticas públicas. Mas certas características da mentalidade popular contribuem para que se fortifique essa impressão de que o problema do menor é renitente (=permanente).
Entre esses dois extremos - o da inflexibilidade de uns, transvestia de “lição de vida”, e o do “gesto caridoso” dos mais solidários – o problema damarginalidade infantil continua requerer, cada vez mais, por parte da população, a formação de uma consciência social que avalie a gravidade de tal situação.
Em ambos os casos, a consciência individual pretende dar ao assunto por encerrado: no primeiro, o motorista foi didático, explicativo em sua recusa e não tem mais nada a fazer; no segundo, o transeunte acredita ter se reconciliando com a miséria humanae contribuída para minorá-la.


Texto 3


Em Lima, logo após a II Guerra Mundial, os chamados “bairros espontâneos” multiplicaram-se em virtude da concentração demográfica causada pelas migrações internas, da falta de moradias para as classes desfavorecidas e da ausência de uma política em matéria de habitação popular.
Geralmente, a posse dos terrenos se dá de maneira ilegal – mediante ocupaçãoou invasão – e a cronologia do processo de urbanização estabelecida pela sociedade de direito se inverte: primeiro, ocupa-se o terreno, depois constrói-se nele, sem seguida se cuida de urbanizá-lo de serviços públicos para, finalmente, seu ocupante adquiri-lo legalmente.
Mas de acordo com o dicionário, “espontâneo” é um impulso, sem reflexão nem cálculo, um ato instintivo que obedece à natureza (enão à cultura), livro de qualquer incitação ou obstáculo. Temos de reconhecer que, pelo menos no caso de Lima, não é correto empregar-se esse adjetivo. Na realidade, os bairros assim qualificados possuem uma coerência e um rigor que não podem ser atribuídos a atos irrefletidos, involuntários e, menos ainda, desvinculados de qualquer contexto histórico. Eles constituem de fato a resposta dos pobresà ineficiência dos órgãos públicos e privados.
Esses bairros se diferenciam dos chamados “bairros residenciais” pelo fato de serem construídos por seus próprios habitantes, que não recebem qualquer financiamento externo nem obedecem à legislação sobre propriedade ou às normas urbanísticas em vigor.

Texto 4.

Pertencer a uma coletividade é partilhar com os outros membros dela um número...
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