Linguagem e ideologia

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FIORIN, José Luiz - Linguagem e Ideologia. São Paulo: Editora Ática, 2007.

Resumo da obra
O livro de José Luiz Fiorin busca fazer uma reflexão e relação entre a linguagem e a ideologia, onde diz que a linguística é uma ciência autônoma que estuda a linguagem, mas esta não se preocupa com as relações de linguagem e a sociedade, nem com a vinculação entre a linguagem e os homens, só se preocupacom as relações internas e os elementos linguísticos. Onde a linguística estrutural viveu duas situações distintas e antagônicas, que foram: o fastígio e o declínio. Pois como esta foi considerada ciência-piloto, muitos mudaram para outros ramos do conhecimento. Mais tarde este comportamento mudou, a linguística estrutural passou a representar um avanço nos estudos linguísticos por suas práticasideológicas. Portanto a linguagem é o instrumento de medição entre homens e natureza, a instituição social e o veículo de ideologias.
Capítulo II: Marx e Engels dão as Primeiras Dicas
Citação: “A linguagem é um fenômeno extremamente complexo, que pode ser estudado de múltiplos pontos de vista, pois pertence a diferentes domínios”. (p.08).
Parecer: Marx e Engels mostram que o pensamento e alinguagem não são autônomas, por serem expressões da vida real. Entretanto para Fiorin a linguagem sofre determinações sociais e autônomas e que por isso devemos distinguir as dimensões e os níveis sem desvincular a linguagem da vida social como de sua especificidade.
Capítulo III: As Primeiras Distinções
Citação: “É preciso, em primeiro lugar, fazer distinção entre o sistema virtual (a língua) esua realização concreta”. (p.10).
Parecer: O sistema virtual é concretizado com a fala - que é individual - na qual deve distinguir da realização concreta do discurso que é a combinação de elementos lingüísticos que exprimem pensamentos tanto do mundo exterior quanto do interior.
Capítulo IV: Quem determina o quê?
Citação: “Não se quer com isso dizer, porém, que o surgimento de uma categoriagramatical ou semântica não se deva a razões encontráveis na estrutura socioeconômica de uma determinada sociedade, não dependa de fatores sociais”. (p.14).
Parecer: As categorias linguísticas alteradas por fatores sociais perdem sua relação de origem, mas passam a ganhar em autonomia. Pois o sistema tem autonomia em relação às formações sociais, mas pode alterar-se devido às causas internas dopróprio sistema.
Capítulo V: Discurso Autonomia e Determinação
Citação: “[...] O discurso é estruturado, temos que diferenciar no seu interior uma sintaxe e uma semântica”. (p.17).
Parecer: O discurso não é um aglomerado de frases, mas no discurso organizado temos a sintaxe discursiva que tem processos estruturais e manipulação consciente, por isso, possui autonomia em relação às formações sociais. Ea semântica discursiva ainda é dependente, utiliza de determinações inconscientes - campo da determinação ideológica.
Capítulo VI: Variabilidade na invariabilidade
Citação: “É preciso estabelecer uma diferença entre um nível profundo e um nível de superfície”. (p.20).
Parecer: Discursos de naturezas distintas podem empregar os mesmos elementos semânticos, expor visões distintas e é possíveldistingui-los pelo nível superficial - as modificações que fundamentam um elemento semântico invariante, determinando com exatidão o componente da linguagem, tendo assim com nitidez a determinação ideológica - e o nível profundo - estuda as coerções ideológicas, podendo adulterar a análise.
Capítulo VII: Duas maneiras de dizer a mesma coisa
Citações: “Um cavalo, quase morto defome e de sede, caminhava em busca de água e de comida. De repente, deparou com um campo de feno, ao lado do qual corria um regato de águas cristalinas. O cavalo, não sabendo se primeiro bebia da água ou comia do feno, morreu de fome e de sede”. (p.23).
“Há pessoas tão indecisas que são capazes de realizar qualquer escolha e acabam perdendo muitas oportunidades na vida”. (p.23).
Parecer: Os dois...
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