Linguagem oral e escrita

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  • Publicado : 10 de abril de 2012
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“O homem é um ser essencialmente social e histórico que, na sua relação com outros, em uma atividade prática comum, intermediado pela linguagem, se constitui e se desenvolve enquanto sujeito.”
Bakhtin
RESUMO
A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA
A presente monografia tem com objetivo levantar algumas questões sobre a construção da leitura e da escrita e a formação de professores,buscando compreender não só os fatores que têm contribuído para o fracasso escolar das crianças, como também verificar as possibilidade de a escola garantir a todos, indistintamente, o direito de se tornarem leitores e escritores, com seu sucesso.
A monografia foi baseada em pesquisa bibliográfica, aliada aos estudos das experiências apresentadas em sala de aula, no Curso de Especialização emAlfabetização, sobre a leitura e a escrita. A partir dos autores pesquisados, Bakhtin (1998), Smolka (2003), Cagliari (2002), Melo ( 2000 ), Braggio (1992), Silva (1995), Ferreiro (2001), Soares (1987), Geraldi (1986), entre outros, foi possível elaborar uma reflexão sobre o preconceito social aos diferentes dialetos, a concepção da escrita como sistema de código e de representação, a concepçãoconstrutivista e sócio-interacionista de aprendizagem tendo em vista a necessidade de trabalhar a leitura e a escrita como prática social e discursiva.
No primeiro capítulo, elaboro um estudo dos autores pesquisados que ressaltam que, por falta de uma explicação cientifica para a causa do fracasso os professores jogam a culpa na criança pelo seu baixo desempenho , atribuíam-lhe uma supostadeficiência lingüistica , acreditam que, em razão da sua condição de vida adversa, a criança chega à escola com uma linguagem distante da língua escrita, acarretando-lhe dificuldade na aprendizagem. Isso representa um preconceito aos diferentes dialetos que as crianças falam em seu contexto social, ou seja, o problema não está na criança mas na escola reprodutores da sociedade, que não sabe lidar com asdiferenças lingüisticas e culturais.
A criança que não tem acesso à prática de leitura e escrita em casa fica em desvantagem diante daquela que vive em um ambiente letrado ,mas todas têm capacidades cognitiva de aprender, a se tornarem leitoras e escritoras. Discuto ainda que a linguagem é um fenômeno social construído na interação verbal em gênero discursivo o qual deve ser tomado como objeto deensino.
O segundo capítulo analisa os métodos tradicionais de alfabetização que tratam a escrita como código fechado e a aprendizagem como técnica, privilegiam os aspectos gramaticais e desprezam os aspectos semânticos, ou seja, a criança é tratada como tábula rasa que deve assimilar tudo sem nenhuma crítica.
De acordo com as novas teorias, a escrita é um sistema simbólico de representação e asua aprendizagem deve se constituir em uma construção pela própria criança. A língua é assim, um produto cultural carregada de significado e construída na interação social. A aprendizagem deve ser significativa para o leitor para que possa participar da construção de sentido que o texto suscita. Nesse sentido, deve-se ensinar a língua a partir de texto (discurso), unidade de sentido que permitea interlocução entre professor, aluno e a sociedade na produção do conhecimento.
As novas teorias que têm como principais representantes Ferreiro, discípula de Piaget e Luria, discípula de Vygotsky, trouxeram grades avanços e inovações para o sistema educacional. A partir dessas pesquisas, pode se repensar, sobre novas bases, o ensino da língua e abandonar as práticas tradicionais. Porém, asidéias de Ferreiro vêm sofrendo algumas críticas por partes de alguns autores como Silva (1995), Smolka (2003), Melo (2000), Geraldi (1985) e outros, que ressaltam em suas pesquisa que Ferreiro estava preocupada em saber o que a criança consegue fazer sozinha sem ajuda do outro, focalizou os aspectos cognitivos na construção do conhecimento. Por outro lado, Luria ( 2003 ), numa perspectiva sócio-...
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