Linguagem formal e informal

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  • Publicado : 15 de fevereiro de 2013
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Antes de sair de casa, escolha a língua portuguesa que você vai vestir!
Você já parou para pensar que saber usar a língua portuguesa é como saber vestir a roupa adequada para uma ocasião específica?
Hein?! Como assim??Imagine uma pessoa, entrando numa igreja para assistir a uma cerimônia de casamento, usando roupas de banho como se estivesse na praia… Estranho, não? Agora, imagine uma pessoapreparada para esquiar, com todos aqueles equipamentos e roupas de frio, entrando no mar para aproveitar um dia ensolarado na praia!
Ambas as situações nos causam estranheza pelo fato desses personagens estarem vestindo roupas inadequadas para as ocasiões em que se encontram. O mesmo ocorre com o uso da língua portuguesa. Podemos dizer que o português tem duas formas, uma coloquial, informal, eoutra formal.
Quando crianças, geralmente, aprendemos com nossos familiares a língua portuguesa informal, considerada “incorreta”. Já, quando vamos à escola, a professora nos ensina a língua portuguesa formal, culta, considerada gramaticalmente “correta”.
Na verdade, não se trata de língua “correta” ou “incorreta”. Trata-se de língua em situação formal ou informal de uso.
Quando estamos em casa ouentre amigos, não há problema em usarmos a modalidade informal. Logo, as frases “pra mim fazer” e “os caderno está na gaveta” podem ser ditas sem problemas. Mas, quando estamos no trabalho ou em situações que pedem formalidade, não podemos usar a modalidade informal, mas, necessariamente, a formal, a gramaticalmente “correta”.
Imagine-se participando de uma palestra com o maior conhecedor deinformática. Ele usa um terno de um estilista famoso e tem uma caneta Mont Blanc na mão. Todos os participantes estão maravilhados com a apresentação pessoal do palestrante. Provavelmente, alguns estão pensando “a palestra vai ser muito boa.” E, ainda, para auxiliar sua apresentação, o sujeito faz uso do melhor equipamento, do mais caro. Então, ele diz:
“Bom dia! Estou aqui pra mostrá procêis umanova tecnologia que a gente desenvolvemos. Mas, pra nóis quebrá o gelo, seria bom a gente fazermos uma apresentação breve. Cada um fala nome, cidade…”
Com certeza, a caneta Mont Blanc e o terno caríssimo caem por terra. Será mesmo que um cara que fala desse jeito entende do assunto que vai falar? O que você pensaria se estivesse assistindo essa palestra?
Lembre-se: fazer uso da norma culta é muitoimportante se você quer ter credibilidade no que diz e no que faz. E usar a norma culta compreende tanto a fala quanto a escrita.
Antes de sair de casa, não se esqueça de “vestir” a modalidade (formal ou informal) que melhor se encaixará em suas atividades!
A língua portuguesa no mercado de trabalho
De cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falame escrevem errado, segundo as agências de empregos. Esta é uma curiosa e assustadora estatística apresentada em uma reportagem do Jornal Hoje (30/10/2006).
A reportagem mostra que as empresas têm exigido o domínio da língua portuguesa, tanto na fala, como na escrita. Para isso, elas realizam testes de português, que são eliminatórios. Os resultados são altos índices de reprovação: “62% doscandidatos de nível médio e 45% dos candidatos de nível superior não conseguem passar porque têm pouco vocabulário, não compreendem o texto e demonstram falta de leitura”.
Entre os erros gramaticais mais comuns estão a concordância verbal(‘fazem cinco anos’); o gerundismo(‘vamos estar fazendo’); as gírias(‘dar uns toques’); os lugares comuns (‘a nível de Brasil’, ‘fechar com chave de ouro’); apontuação e a acentuação.
A propagação desses erros normalmente acontece através da repetição. Uma pessoa fala errado, a outra retransmite o que ouviu, tornando-se um círculo vicioso. É o caso do gerundismo, que surgiu de uma tradução mal feita do inglês e que foi implantado inicialmente pelas empresas de telemarketing, tornando-se um fenômeno linguístico irritante para os ouvidos.
Como falar bem o...
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