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Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Curso de História





Bruno Leonardo Elias Leão









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Goiânia

Dezembro/2012



Bruno Leonardo Elias Leão















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Filosofia da Educação dos Surdos





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Goiânia

Dezembro/2012APRESENTAÇÃO



Esta trabalho visa mostrar as filosofias de educação dos surdos no processo histórico dos surdos no Brasil, Oralismo (1911), Comunicação Total (1970) e Bilinguismo (1980 até hoje).

Desenvolvimento



A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é uma modalidade de comunicação que tem adquirido maior visbilidade na sociedade, na medida em que se expandem os movimentos surdos afavor de seus direitos, conforme a cultura e a língua própria do povo surdo, mediante a opressão de uma sociedade, que ao longo dos anos, impôs uma espécie de “modelo ouvinista” de viver.

A legislação que dispõe sobre esta língua é bastante recente, porém a luta pelos direitos dos surdos é longa. Dessa forma, ao esboçarmos um breve histórico sobre a educação surda, assim como sobre as filosofiaseducacionais neste campo, podemos compreender aspectos importantes na relação entre surdos e ouvientes,o choque entre culturas e especificidades e metodologias de ensino.

A referida língua visual possui todos elementos classificatórios identificáveis numa língua e demanda prática para seu aprendizado, sendo uma língua viva e autônoma. Da mesma forma que as línguas orais-auditivas não sãoiguais, variando de lugar para lugar, de comunidade para comunidade, a língua de sinais também varias, existindo em vários países. A língua não é de um país, mas de um povo que se autodenomina povo surdo, isto é, pessoas que se reconhecem culturalmente – e não pela ótica medicalizada - , e possuem organização política e habilidade, nas quais e habilidade visual é a principal, constituindo o cerne daexpressão linguística.

Para compreender a existência da cultura surda é necessário aproximar-se desta deixando de lado pré-conceitos e abrindo-se a pluralidade. Conhecer a história e as filosofias educacionais para o povo surdo é um dos passos primordais para analisarmos criticamente as consequências de cada filosofia no desenvolvimento das crianças, assim como a forma como os surdos fora tratadosao longo do tempo.

Foi predominante na antiguidade a visão negativa do surdo como aquele que não pode ser educado. Mais além, eram vistos com piedade e compaixão, como castigados pelos deuses ou enfeitiçãdos; ou, de forma mais desprezada, sendo abandonados ou até sacrificados. Em sociedades onde predominavam o espírito guerreiro e a idolatria pela perfeição física (como Esparta e Roma) haviasacrifícios daqueles que nasciam fora do padrão da “normalidade”, isto é, com algum tipo de deficiência fisíca ou mental. De modo geral, nas sociedades do mundo considerado antigo e/ou clássico, o povo surdo era marginalizado: estereotipados como “anormais”, isolados, presos, considerados párias e vistos como improdutivos ou inúteis.

É somente então no século XVI, período considerado como amodernidade, que surgem os primeiros educadores de surdos. O monge beneditino espannhol Pedro Ponce de Leon (1520-1548) foi um importante educador, além de fundador de uma escola de professores de surdos. Utilizava a datilologia – representação manual das letras do alfabeto, a escrita e a oralização como metodologias de ensino.

Esta preocupação educacional de surdos deu lugar às aparicções denumerosos professores que desenvolveram, simultaneamento, seus trabalhos com os sujeitos surdos e de maneira independente, em diferentes lugares da Europa. Havia professores que se abocavam na tarefa de compravar a veracidade da aprendizagem dos sujeitos surdos ao usar a língua de sinais e o alfabeto manual e em muitos lugares havia professores surdos.

O século XVIII é considerado o período mais...
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