Libras: o ensino bilíngue na educação dos surdos

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  • Publicado : 1 de março de 2011
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LIBRAS: O ENSINO BILÍNGUE NA EDUCAÇÃO DOS SURDOS


Introdução
O Brasil luta pela inclusão escolar e social de todos oscidadãos, independente de sua raça, cor, classe social, diferenças, inclusive as lingüísticas. Para tanto tem  desenvolvido políticas públicas que visam o atendimento educacional a crianças, adolescentes, jovens e adultos, a partir de levantamento de dados, de planejamento de ações que possam ser institucionalizadas, como as que se referem às pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
Aspessoas surdas, geralmente, utilizam a língua de sinais para se comunicar, mas raramente  a adquirem por meio do contato com seus familiares. Assim, diferentemente das demais línguas que são repassadas de pai para filhos numa perspectiva vertical,  a língua de sinais é repassada de pessoa surda à pessoa surda, numa perspectiva horizontal, fato que demonstra a importância da escola na aquisição eaprendizado das línguas por parte das crianças com surdez.
O movimento de reconhecimento da cultura, comunidade e identidade dos surdos, além de afirmar a sua autenticidade, conseguiu mobilizar alguns responsáveis pela educação dos surdos, para a reformulação da situação da educação dos mesmos. Essa nova proposta de trabalho recebeu o nome de Bilinguismo.
A língua gestual não podeconstituir-se apenas numa ferramenta para ascender à outra língua, ou funcionar como um prêmio de consolação para os surdos; enquanto língua tem um estatuto e um lugar privilegiado na definição de uma identidade e na expressão de uma cultura. [1]

Surgimento do Bilinguismo

Em finais da década de 1970, com base em conceitos sociológicos, filosóficos e políticos surgiu a “PropostaBilíngue de Educação do Surdo”. [2] Essa proposta reconhece e baseia-se no fato de que o surdo vive numa condição bilíngue e bicultural, isto é, convive no dia a dia com duas línguas e duas culturas:

❖ A língua gestual e a cultura da comunidade surda de seu país;
❖ A língua oral e cultura ouvinte de seu país.

Apesar das diferentes opiniões que dividem e subdividem as metodologiasespecíficas ao ensino de surdos, em termos de pressupostos básicos existem três grandes correntes: o Oralismo (a aprendizagem da fala é o ponto central), a Comunicação Total (uma proposta flexível no uso de meios de comunicação oral e gestual) e o Bilinguismo (Moura(1993): uma filosofia educativa que permite o acesso pela criança, o mais precocemente possível, a duas línguas: a língua de sinais e a oral).A seleção para intérpretes da língua de sinais em Goiás.

A Secretaria de Estado da Educação do Estado de Goiás, segundo dados de 2007, mantêm cerca de 320 intérpretes da língua de sinais, entre eles, instrutores de libras (surdos-mudos). Nos municípios onde as pessoas avaliadas não obtiverem a habilitação, a Secretaria, por meio da Superintendência de Ensino Especial, irá capacitar ouaprimorar os candidatos e submetê-los a novos testes. Para atuar como intérprete em salas de Ensino Médio, é exigida a licenciatura, e para as salas de Ensino Fundamental, o Ensino Médio. Para contratar esses profissionais, é realizado um exame segue o modelo de proficiência em libras do Ministério da Educação (MEC), o Pró-Libras. Só a partir desse exame é que os intérpretes podem ser contratadospara salas de Ensino Fundamental e Ensino Médio nas escolas públicas estaduais.

Leis estaduais e municipais do Estado de Goiás que reconhecem a LIBRAS como meio de comunicação e expressão.

Até agora, vimos às diversas conquistas alcançadas ao longo dos anos, para o desenvolvimento da educação de surdos no Brasil, e nesse momento veremos as leis estaduais e municipais do Estado de...
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