Liberdade surf

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 13 (3189 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 25 de setembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A Alma da Contra-Cultura Surfística




[pic]




Realizado por: Hélio Valentim
Nº 2201286
Turma 4P2

Duração do Documentário: 50m
Suporte: HDV
Formato do Documentário: 16/9

Universidade Lusófona 2006
Discente: Prof. Margarida Cardoso
Guionismo – Módulo Documentário

A Alma da Contra-Cultura Surfística

Headline:
Contra-cultura ou simples prazer de deslizar sobre umaonda? O surf e a vida na sua forma mais pura...

Observação:
A expressão “os surfistas” é o equivalente à expressão “um grupo de amigos”, no sentido de ambas terminarem na forma gramatical masculina mas sem nunca excluirem a mais bela criação da Natureza: a figura feminina.


Nota de Intenções:
Sempre me senti um género de mutante que precisa da maresia para respirar bem.
O Marsacia a sede dos meus olhos com um degradé de azuis que faz o Caravagio roer-se de inveja “lá em cima”.
São sinónimos de perfeição as linhas traçadas pelo Mar na fronteira indecisa com a areia, as bolhinhas de oxigénio que brotam desse contacto, entre água e terra, o pulsar das marés...
O Mar, fonte de vida por excelência, a sua imensidão, imponência, o seu som hipnótico, as formas queencorpora, sempre me cativaram, atrairam e fascinaram. Ou talvez seja algo mais profundo como o facto de ser um meio natural desconhecido, por não ser o nosso habitat, mas simultâneamente por ser o nosso berço, biológico, histórico, geográfico e acima de tudo maternal. Quando estou na água sinto-me confortável, seguro e sereno, o equivalente ao que um bebé deve sentir quando está na sua “bolsa deágua” dentro do ventre materno.
Sou surfista há sensivelmente 3 anos. Ou melhor, faço surf há 3 anos e aprendo a ser surfista há muitos mais, ainda antes da prática de outras actividades aquáticas. É uma relação que se vai criando, um conhecimento, uma experiência que nunca terá fim, mesmo fora de água.
Alimentando a minha alma com esta vivência, em Setembro de 2005 resolvi compraruma auto-caravana em relativo estado avançado de detiorização, e juntamente com um amigo, assíduo nas surfadas matinais, fazer-me à estrada para Sul. Não sabiamos exactamente para onde iamos, apenas tinhamos uma certeza: dentro de uma semana tinhamos de estar de volta a Lisboa, por razões académicas, profissionais e claro, financeiras. Devo confessar que muito me custou regressar, valeu a minha“princesa”.
Embarcamos então numa descoberta de ondas que se revelaria muito mais do que isso. Encontrámos um Mundo que não sabiamos existir, pelo menos daquela forma: intensa, viva e de boa saúde.
Já tinha lido descrições em revistas e livros do meio e visto alguns filmes dos anos 60 e 70 que evocavam este espírito livre, a roçar o hippie e a anarquia. Já tinha até visto ao vivo e acores umas quantas carrinhas de “bifes” surfistas em Peniche. Mas nunca tinha sentido a comunhão, partilha e energia envolvente que senti ao longo dessa viagem, com especial destaque para dois locais: A Praia da Carrapateira e a Praia da Corduama, ambas situadas entre Sagres e Odeceixe. A chamada Costa Vicentina.
Não conheci muitos surfistas nómadas mas os que conheci inquietaram-me oespírito.
No final da “surftrip”, exausto de tanto remar, de tanto surfar, já de regresso a casa e com o Kav a guiar, pude então reflectir sobre tudo o que absorvi enquanto experiência. O impulso de descobrir e de compreender esta contra-cultura e toda a sua dinâmica, sempre sustentada pelo Surf, teve a sua génese aqui.
Conclui então que esta viagem seria a primeira de muitas.
Apróxima será um mergulho documental na harmonia mística das raizes ancestrais do Surf, que sobrevivem nesta contra-cultura emergente da aglutinação de várias culturas, e na sua relação com a Mãe-Natureza.
Nos tempos que correm onde, cada vez mais, o espaço e o tempo para a família, amigos e lazer são anulados pela luta diária nos meios urbanos pela necessidade de sobrevivência, pela ambição...
tracking img