Liberdade no pensamento sartreano

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SEMINÁRIO MAIOR DOM JOSÉ ANDRÉ COIMBRA
CURSO DE FILOSOFIA

DOUGLAS HENRIQUE DOS REIS RIBEIRO

A LIBERDADE NO PENSAMENTO SARTREANO

PATOS DE MINAS
2012
DOUGLAS HENRIQUE DOS REIS RIBEIRO

A LIBERDADE NO PENSAMENTO SARTREANO

Trabalho apresentado ao Seminário Maior Dom José André Coimbra como requisito parcial para avaliação na disciplina de História da Filosofia IV do Curso deFilosofia.

Orientador: Prof. Pe. Wagner José dos Santos

PATOS DE MINAS
2012
A LIBERDADE NO PENSAMENTO SARTREANO

Douglas Henrique Dos Reis Ribeiro
Aluno do curso de Filosofia pelo Seminário Maior Dom José André Coimbra

Resumo: Este escrito tem por objetivo esclarecer sobre o pensamento de Jean Paul Sartre acerca do outro e da liberdade. Segundo Sartre, o outro estando no mundo como a mim,aniquila minha liberdade pelo olhar e também por ter a mesma quantia de liberdade que me cabe. O outro também me faz sentir vergonha a partir do momento em que me lança seu olhar. Para Sartre ainda, o ser é obrigado a viver exercendo sua liberdade por toda a vida. Mas o homem pode alienar sua liberdade ao outro, com isso passa a reconhecer como correta a escolha que o outro faz, agindo assim demá-fé.
Palavras-chave: Liberdade. Sartre. Outro. Consciência.

Summary: This writing is intended to clarify the thinking of Jean Paul Sartre on the other and liberty. According to Sartre, the other being in the world like me, destroys my freedom by looking and also by having the same amount of freedom that fits me. The other also makes me feel shame from the moment I sets his sights. For Sartrestill being forced to live is exercising his freedom for life. But man can alienate his freedom to the other, thus come to recognize as the correct choice than the other does, thus acting in bad faith.
Keywords: Freedom. Sartre. Another. Consciousness.

O ser para Sartre possui duas formas: o ser-em-si, que são as coisas que não possuem consciência, por exemplo, a cadeira, a mesa etc. e oser-para-si, que é o ser consciente, o homem.

O outro é um fenômeno que remete a outros fenômenos: a uma ira-fenômeno que o outro sente contra mim, a uma serie de pensamentos que lhe aparecem como fenômenos de seu senso íntimo; o que encaro no outro nada mais é do que aquilo que encontro em mim mesmo. (SARTRE. 1998, p. 294)

A consciência é o lugar de manifestação do ser. A consciência não énada até que perceba alguma coisa, e depende de nós o que seja esta coisa. O ser-para-si é o seu aperceber-se (tomar consciência de que tem consciência). A consciência sempre tem de ser de alguma coisa. Ela se faz em relação com outros seres, e para isso é necessário primeiro que se tenha consciência de si mesmo. Diferente de como pensava Descartes, pensar simplesmente não dá a existência ontológicaa nada. O homem é que possui consciência de seu ser, de sua transcendência ao em-si, transforma as coisas segundo sua imaginação e a necessidade social para a convivência com o outro.
O homem ao descobrir sua existência, passa a confrontar-se com o outro, e para isso, é necessário reconhecer a existência do outro. O homem não é simplesmente como se concebe, ele é da forma que quer ser, eleescolhe e age com responsabilidade e liberdade.
O homem é livre e essa liberdade não depende da liberdade do outro. O outro só vai exercer influência sobre o para-si se este permitir que isso aconteça.
O homem não é constituído apenas de racionalidade (consciência) mas também pelos sentidos. Há os sentidos que o interiorizam (olfato, paladar, audição) e os que o exteriorizam (tato, visão). O outroconhece o para-si através do olhar, o olhar é o que o leva para uma realidade exterior.

Em primeiro lugar, o outro, como condição necessária de minha objetividade, é a destruição de toda objetividade para mim. O olhar do outro me atinge através do mundo e não é somente transformação de mim, mas metamorfose total do mundo. Sou visto em um mundo visto. Em particular, o olhar do outro que é...
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