Leviata

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  • Publicado : 31 de maio de 2012
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Hobbes publica “Leviatã”, ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil. (Resumo)

No Leviatã vemos como a sociedade melhor se organiza, quando o Estado controla os poderes e as ações do homem. Ele afirma que onde não há lei nem justiça o homem não saberá lidar com as situações do cotidiano.

O Leviatã é a sinopse do bobbismo, trata-se de seguirmos um rígidodesenvolvimento dialético que nos conduz, dos homens naturais ao homem artificial, ao Estado-Leviatã. Para Hobbes no princípio de tudo está o movimento. O homem é um mecanismo. Do movimento nasce a sensação. Apetite ou desejo, aversão ou ódio, trata-se de “um pequeno começo de movimento”, ou esforço em direção a alguma coisa ou para longe de alguma coisa. O objeto da cobiça ou do anseio é o bem. O objeto daaversão ou do ódio é o mal. Nada existe de bom ou de mal em si: estes adjetivos só têm sentido relativamente àquele que os emprega. O prazer é o efeito do bem. O desprazer, o efeito do mal. O mal soberano, supremo, é a morte. A dor causada pela infelicidade de outrem é a piedade; decorre da ideia de que análoga infelicidade nos pode atingir.A vontade, o ato de desejar, não é mais do que“derradeiro apetite ou derradeira aversão que encerra o debate redundando imediatamente em agir ou não agir.” “ o que se chama felicidade” existe quando nossos desejos se realizam com um sucesso inabalável. O poder é a condição sine qua non para esta felicidade.
Para o autor o homem se diferencia dos outros animais pela razão, que é apenas um cálculo, pela curiosidade ou “desejo de conhecer o porquê ecomo”; pela religião que provém, não só desse desejo de conhecer causas... Mas também da ansiedade do futuro e do temor do invisível.
“Lê em ti mesmo” a natureza do homem, disse Hobbes. O homem, porém, não vive sozinho, aí está a sua condição natural. Para todo homem, outro homem é um concorrente como ele, ávido pelo poder sob todas as suas formas. Concorrência, desconfiança recíproca,voracidade da glória ou de fama têm como resultado a guerra perpétua de “cada um contra cada um”, de todos contra todos: o homem é um lobo para o homem: homo homini lupus.
“Onde não há poder comum, não há lei; onde não há lei, não há justiça”. “Na guerra, a força e a astúcia são as duas virtudes cardeais”. Em tal guerra, não há propriedade, não há teu e meu distintos, “mas só pertence a cada um o queeste tomar e durante o tempo em que conseguir conservar”. A miserável condição em que a “simples natureza” – afora todo pecado, toda perversão – situa o homem. Eis o estado de natureza.
Hobbes consegue ter alguns pensamentos bonitos como: "afrouxar é sensualidade; considerar os que vão adiante de nós é humildade; perder terreno olhando para trás é vanglória, manter-se em fôlego, esperança; estarcansado é desespero; recuar diante de pequenos obstáculos é pusilanimidade; ultrapassar o que vai adiante é felicidade; abandonar a corrida é morrer".
Ele descreve a Deus, cuja existência é demonstrada pelo princípio de causalidade, como o "déspota", ou senhor supremo do universo. Mas o Todo-Poderoso não desempenha papel algum como fundamento da moral ou da cidade. Para ele qualquerinvestigação sobre a natureza e os atributos de Deus é excluída da filosofia. Isso se deve à influência do pensamento de Guilherme de Ockham, que era dominante nas universidades inglesas da época, em que reinava a escolática decadente.
Para Hobbes a tendência natural do homem é o egoísmo, e nega qualquer tendência natural à associação. Em política defenderá o absolutismo em que o poder do soberano ératicamente ilimitado. O pacto constitutivo da sociedade não é como em Rousseau entre o povo e seu governante, e sim, é um contrato unicamente entre os cidadãos que renunciaram ao seu direito a tudo para depositá-lo nas mãos do soberano. Defendia a subordinação total da religião cristã ao estado. Hobbes é muita razão, pouca imaginação e nenhum coração, como nos diz F.J. Thonnard.
A...
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