Leviatã de thomas hobbes

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  • Publicado : 9 de junho de 2011
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Universidade Católica Unisantos

Disciplina: Sociologia

Professor: Rodrigo Christofolleti

Leviatã

De Hobbes, Thomas

Resumo

A maior obra de Hobbes, cognominada de Leviatã, refere-se a um monstro marinho mítico, citado na Bíblia. Todavia, no frontispício da primeira edição do livro, o Leviatã é-nos representado como um gigante coroado. “O corpo da figura está formado por milharesde homenzinhos. Com a mão direita, o gigante segura uma espada (simbolizando o poder temporal) sobre um campo e uma cidade, na mão esquerda, ostenta uma cruz episcopal (símbolo do poder espiritual”. Constata-se que o poder eclesiástico é uma das fontes da formidável força do gigante.
Na introdução da obra, Hobbes esclarece que “...esse grande Leviatã, que se denomina coisa pública ou Estado não émais do que um homem artificial, embora de estatura muito elevada e de força muito maior do que o homem natural, para cuja proteção e defesa foi imaginado”. Logo, o monstro é a imagem do modelo politico mecânico, da máquina estatal de governo.
No decorrer da obra, constrói uma estrutura da origem e da manutenção do Leviatã.
Segundo Hobbes, esse gigantesco autómato foi criado para unir a multidãode indivíduos isolados num corpo político. No capítulo 17 de Leviatã, a criação do monstro coincide com a constituição da multidão num corpo político. Hobbes explica como se constitui o corpo político: “É como se cada homem dissesse a cada homem: ‘Cedo e transfiro meu direito de governar-me a mim mesmo a este homem, ou a esta assembléia de homens, com a condição de transferires a ele teu direito,autorizando de maneira semelhante todas as ações’. Deste modo, à multidão assim unida numa só pessoa se chama República. É esta a geração daquele grande Leviatã”.
Quer isto dizer que, o corpo político existe quando as vontades de todos são depostas numa única vontade, e haja um depositário da personalidade comum. “O depositário desta personalidade” — são palavras de Hobbes — “é chamado soberano,e dele se diz que possui poder soberano. Todos os restantes são súditos.” E acrescenta: este soberano pode ser “um único homem ou uma assembleia cuja vontade é tida e considerada como vontade de cada homem em particular”. Portanto, a essência do Estado é ser ele soberano. E o Leviatã é a imagem do Estado que exerce o poder soberano.

Crítica
Grosso modo, a teoria de Hobbes pressupõe que morale política constituem elementos inseparáveis e não há ordem moral senão dentro da esfera social e política.
Ao analisar o seu conteúdo, nota-se que é composto de centenas de outros homens minúsculos. Quando se entende a teoria de Hobbes, percebe-se que é exatamente deste modo que ele imagina ser o estado, ou seja, um homem artificial composto por todo o povo, que se comporta como um homemnatural, porém em maior escala.
Hobbes sustenta a teoria de que o homem está sozinho no estado de natureza. Salienta a inimizade entre os homens, a impossibilidade de confiança e a vida solitária do homem pré- civilização. Ora, tal ideia é essencial para o desenvolvimento da teoria do Leviatã. Como o propósito dessa teoria é justificar o estado absolutista, é necessário mostrar que as alternativas a elesão piores.
O pacto que forma o Leviatã simplesmente não faz sentido se o estado de natureza não for bastante ruim.
Para que alguém se comprometa a trocar o seu livre arbítrio por segurança é porque, provavelmente, a alternativa era a morte. É essa a situação vivida pelos povos conquistados em guerras e que são tomados como escravos. Sacrifício de todos os seus direitos ou morte. E é essamesma situação que Hobbes imagina no momento do pacto fundador do estado. Um homem artificial formado por escravos. E só se justifica algo assim quando a alternativa é ainda pior.

Conclusão
O tema central do Leviatã é o poder. Toda a discussão gira em torno de como ele se origina, como se transfere, como se justifica, qual deve ser sua finalidade. Percebe-se ao longo da história que o homem...
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