Leonardo benevolo

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1997

2.

A ORIGEM DA CIDADE NO ORIENTE PRÓXIMO

j

A cidade-local de estabelecimento aparelhado,
diferenciado e ao mesmo tempo privilegiado, sede da
autoridade - nasce da aldeia, mas não é apenas uma
aldeia que cresceu. Ela se forma, como pudemos ver,
quandõ as indústrias e os serviços jã não são executa·
dos pelas pessoas que cultivam a terra, mas por outras
que não têm esta obrigação, e que são mantidas pelas
primeiras com o excedente do produtototal.
Nasce, assim, o contraste entre dois grupos soo
ciais, dominantes e subalternos: mas, entrementes, as
indústrias e os serviços jã podem se desenvolver atra·
vés da especialização, e a produção agricola pode cres·
cer utilizando estes serviços e estes instrumentos. A
sociedade se toma capaz de evoluir e de projetar a sua
evolução.

Casas na aldeia neolltica de Hacilar. na Turquia;cerca de 5000 a.C. Toda casa compreende um amplo vila, susten­
tado por colunas de madeira e dividido por tabiques leves. A es­
Figs.

27-18.

cada à direita leva a um andar superior, destinado, talvez, a ser­
vir de âgua-furtada ou terraço.

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3500·3000

3000·2500

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Fig,. 29-32. O desenvolvimento da civilizaç40 urbana de3500 'tl

1500 a.C.

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2500·2000

2Il00- 1500

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A cidade, centro motor desta evolução, não só é
maior do que a aldeia, mas se transforma com uma
velocidade muito superior. Ela assinala o tempo da
nova história civil: as lentas transformações docam­
po (onde é produzido o excedente) documentam as mu­
danças mais raras da estrutura económica; as rápidas
transformações da cidade (onde é distribuído o exce­
dente) mostram, ao contrário, as mudanças muito
mais profundas da composição e das atividades da
classe dominante, que influem sobre toda a sGciedade.
Tem início a aventura da "civilização", que corrige
continuamente as suasformas provisórias.
Este salto decisivo (a "revolução urbana", como
se chamou) começa - segundo a documentação atual
- no vasto território quase plano, em forma de meia­
lua, entre os desertos da África e da Arábia e os montes
que os encerram ao norte, do Mediterrâneo ao Golfo
Pérsico.

,

Após a mudança de clima no fim da era glacial,
esta zona se cobre de uma vegetação desigual, maisrala do que as florestas setentrionais mas contras­
tante com o deserto meridional .(Fig. 33). A planície é
cultivável somente onde passa ou pode ser conduzida
a água de um rio ou de uma nascente; nela crescem, em
estado selvagem, diversas plantas frutíferas (oliveira,
videira, tamareira, figueira); os rios, os mares e o terre­
no aberto às comunicações favorecem as trocas de
mercadorias e denotícias; os céus, quase sempre sere­
nos, permitem ver, à noite, os movimentos regulares
dos astros e facilitam a medição do tempo.
Aqui algumas sociedades neolíticas - que já
conhecem os cereais cultiváveis, o trabalho dos me­
tais, a roda, o carro puxado pelos bois, o burro de
carga, as embarcações a remo ou a vela - encontram
um ambiente mais dificil de aproveitar, mas capaz deproduzir, com um trabalho organizado em comum,
recursos muito mais abundantes.
O cultivo dos cereais e das árvores frutíferas nos
ricos terrenos úmidos proporciona colheitas excepcio­
nais, e pode ser ampliado melhorando e irrigando ter­
renos cada vez maiores. Parte dos viveres pode ser
acumulada para as trocas comerciais e os grandes
trabalhos coletivos. Começa, assim, a espiral da nova...
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