Leishmaniose tegumentar.

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  • Publicado : 14 de abril de 2013
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Leishmaniose Tegumentar Americana.
È uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário de gênero Leishmania, de transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas. È primariamente uma infecção zoonótica que afeta outros animais que não o homem, o qual pode ser envolvido secundariamente.

Agente etiológico.
Nas Américas, são atualmente reconhecidas 11 espécies dermotrópicas deLeishmaniose causadoras de doença humana e 8esécies descritas, somente em animais. No entanto, o Brasil, já foram identificadas sete espécies, sendo 6 do subgênero Viannia e 1 subgênero Leishmania.

As 3 principais espécies são:
• Leishmania (Leishmania) amazonense - Distribuídas pelas florestas primárias e secundárias da Amazônia, particularmente em áreas de igapó e de floresta tipo várzea.Ampliando-se para o Nordeste, Sudeste e Centro-oeste.
• Leishmania (Viannia) guyanensi- aparentemente limitada ao norte da Bacia Amazônica e estendendo-se pelas Guianas. É encontrada principalmente em florestas de terra firme, em áreas que não se alagam no período de chuvas.
• Leishmania (Viannia) brasilienses- tem ampla distribuição, do sul do Pará ao Nordeste, atingindo também o centro sul do paíse algumas áreas da Amazônia Oriental. Na Amazônia, a infecção é usualmente encontrada em áreas de terra firme. Quanto ao subgênero Viannia, existem outras espécies de Leishmania recentemente descritas: L. (V) Lainsoni, L. (V) Naiffi, com poucos casos humanos no Pará; L> (V) shawi, com casos humanos encontrados no Pará e Maranhão.

Hospedeiros e reservatórios.

A interação reservatório-parasitoé considerada um sistema complexo, na medida em que é multifatorial, imprevisível e dinâmica, formando uma unidade biológica que pode estar em constante mudança, em função das alterações do meio ambiente. São considerados reservatórios da LTA as espécies de animais que garantam a circulação de leishmânias na natureza, dentro de um Record de tempo e espaço.
Infecções por leishmanias que causam aLTA foram descritas em várias espécies de animais silvestres, sinantrópicos e domésticos.



Vetores.

Os vetores da LTA são insetos denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem Díptera, família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira, birigui, entre outros.
No Brasil, asprincipais espécies envolvidas na transmissão da LTA são L. Whitman, L. intermédia, L. umbratilis, L. wellcomei, L. flavisculleta, e L. migonei.

Modo de transmissão.

Picada de flebotomíneos fêmeas infectadas. Não há transmissão de pessoa a pessoa.



Período de incubação.
No homem em média de 2 meses, podendo apresentar períodos mais curtos (2 semanas) e mais longo (2 anos).Suscetibilidade e imunidade.
A suscetibilidade é universal. A infecção e a doença não conferem imunidade ao paciente.



Aspectos clínicos e laboratoriais.

Alguns autores propõem uma classificação clínica baseada em critérios como fisiopatogenia, a partir do local da picada do vetor, aspecto e localização das lesões, incluindo a infecção inaparente e leishanose linfonodal. Classificamente, adoença se manifesta sob duas formas: leishmaniose cutânea e leishmaniose mucosa, essa última também conhecida como mucocutânea, que podem apresentar diferentes manifestações clínicas.


Infecção inaparente.

O reconhecimento da infecção sem manifestações clínicas baseia-se em resultados positivos de testes sorológicos e intradermorreação de Montenegro (IDRM), em indivíduos aparentemente sadios,residentes em áreas de transmissão de LTA, com história prévia negativa para LTA e ausência de cicratiz cutânea sugestiva de LC ou de lesão mucosa. É difícil predizer o potencial de evolução desses indivíduos pra o desenvolvimento de manifestações clínicas, não sendo, portanto, indicado tratamento para esses pacientes.


Leishmaniose Linfonodal.


Linfadenopatia localizada na ausência...
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