Leishmania e leishmaniose

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  • Publicado : 7 de junho de 2012
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Trabalho de Parasitologia

André Luiz Pinheiro

Curitiba, Junho de 2012


INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como tema as leishmanioses tegumentar e viceral, estes, são antropozoonoses consideradas um grande problema de saúde pública, representam um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 350milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano. A leishmaniose tegumentar tem ampla distribuição mundial e no Continente Americano há registro de casos desde o extremo sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
No Brasil, Moreira (1895) identificou pela primeira vez aexistência do botão endêmico dos países quentes, chamando “Botão da Bahia” ou “Botão de Biskra”. A confirmação de formas de leishmânias em úlceras cutâneas e nasobucofaríngeas ocorreu no ano de 1909, quando Lindenberg encontrou o parasito em indivíduos que trabalhavam em áreas de desmatamentos na construção de rodovias no interior de São Paulo. Splendore (1911) diagnosticou a forma mucosa da doença eGaspar Vianna deu ao parasito o nome de Leishmania brazilienses. No ano de 1922, Aragão, pela primeira vez, demonstrou o papel do flebotomíneo na transmissão da leishmaniose tegumentar e Forattini (1958) encontrou roedores silvestres parasitados em áreas florestais do Estado de São Paulo. Desde então, a transmissão da doença vem sendo descrita em vários municípios de todas as unidades federadas (UF).Nas últimas décadas, as análises epidemiológicas da leishmaniose tegumentar americana (LTA) têm sugerido mudanças no padrão de transmissão da doença, inicialmente considerada zoonoses de animais silvestres, que acometia ocasionalmente pessoas em contato com as florestas. Posteriormente, a doença começou a ocorrer em zonas rurais, já praticamente desmatadas, e em regiões periurbanas.
No Brasil, aLTA é uma doença com diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresenta diferentes padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o que a torna de difícil controle. Propõe-se a vigilância e o monitoramento em unidades territoriais, definidas como áreas de maior produção da doença, bem como, suas características ambientais, sociais e econômicas,buscando um conhecimento amplo e intersetorial.


LEISHMANIA E LEISHMANÍASES: OS PARASITOS
Os parasitos do gênero Leishmânia são agentes de zoonoses que infectam eventualmentea espécie humana nas regiões tropicais e subtropicais do Velho e Novo Mundo, determinando doenças do Sistema Fagócito Mononuclear (SFM). Mas em vistas dessa doenças apresentarem características clínicas e epidemiológicastão diversas, em cada área geográfica, foram consideradas entidades nosológicas distintas.
As Leishmanioses já eram conhecidas desde ante do início deste século como um grupo de doenças dermatológicas muito semelhantes entre si e com apresentação clínica associada a lesões cutâneas, geralmente ulcerosas, e por vezes comprometendo tembém a mucosa oronasal.

LEISHMANIA TEGUMENTAR

A LeishmanioseTegumentar estende-se as enfermidades causadas pó várias espécies de protozoários digenéticos da ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae, do gênero Leishmania, que acometem a pele e\ou mucosas do homem e de diferentes espécies de animais silvestres e domésticos das regiões quentes e menos desenvolvidas do Velho e do Novo Mundo. Nas Américas, são transmitidas entre os animais e no homematravés da picada das fêmeas de diversas espécies de flebótomos (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) dos gêneros Lutzomya e Psychodopygus. A infecção se caracteriza pelo parasitismo das células do sistema fagocítico mononuclear (SFM) da derme e mucosas do hospedeiro vertebrado (monócitos, histiócitos e macrófagos).
A Leishmania Tegumentar constitui problema de saúde publica em 88 países de...
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