Lei de gauss

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EXPLOSÕES EM FÁBRICAS DE PÓS

Não obstante os riscos à saúde do trabalhador, os ambientes industriais que envolvem o processamento, a armazenagem e o transporte de pós e granulados também apresentam riscos de explosão, com magnitude suficiente para causar a destruição total da instalação e, pior, ceifando vidas.
Confira a primeira parte deste artigo, o qual relata algumas ocorrências deexplosões, explica como uma atmosfera explosiva pode ser constituída a partir de pós e como esses ambientes podem ganhar grandes proporções e culminarem em incêndios e explosões. A segunda e última parte deste artigo - a ser publicada na próxima edição - trará um panorama das normas brasileiras em elaboração e sugestões de medidas preventivas.

Os riscos à saúde
Nas áreas de recebimento, limpeza,secagem e armazenagem de grãos, como moegas, transportadores, máquinas de limpeza e silos, geralmente cobertas por poeiras, é necessário tomar cuidado quanto aos riscos químicos que elas podem provocar.
Os pós em suspensão no ambiente, dependendo de suas características físico-químicas, possuem potencial para causar diversos danos à saúde dos trabalhadores. Pela inalação e posterior deposição nospulmões, podem desenvolver diversas doenças e até mesmo infecções.
A absorção dos pós pela pele pode desencadear alergias, ulcerações, dermatoses e outras doenças ocupacionais. A ingestão de pós pela água potável ou juntamente com os alimentos nas refeições pode levar a complicações no aparelho digestivo.
Nos espaços confinados existentes nessas unidades industriais – poços de elevadores, túneissubterrâneos de silos e armazéns – existe o risco de asfixia por gases provenientes de decomposição dos grãos, especialmente nos espaços que não apresentam boa ou nenhuma ventilação. Também há riscos ergonômicos, principalmente quando se trata de armazenagem de grãos ensacados, sendo os volumes transportados manualmente. O transporte manual de cargas implica riscos de agressões à coluna, comolombalgias, torções da coluna lombar, produção de hérnia de disco, dores e fadiga. Conforme a Lei n° 6.514, Art. 198: “É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher”.
Outro risco existente em empresas armazenadoras, que tem causado acidentes fatais, é o soterramento depessoas nas operações de limpeza das moegas, armazéns graneleiros ou silos, quando, por algum motivo, entra nestes locais apenas um funcionário para efetuar a manutenção necessária. Não é demais ressaltar que, no mínimo, dois funcionários devem participar da atividade, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) obrigatórios para a operação – cinto de segurança tipo pára-quedista e preso aum trava-quedas ou corda, além de capacete, máscara e calçados de segurança. Os acidentes ocorrem quando há movimentação do produto, soterrando rapidamente o funcionário e matando-o por asfixia.

Os riscos de explosão
Nos últimos anos, passamos a notar que notícias sobre incêndios e explosões em instalações que processam grãos têm sido veiculadas com certa frequência na mídia brasileira.Catástrofes envolvendo prejuízos de milhões de dólares e com vítimas fatais já não são mais exclusividade dos Estados Unidos, França ou Espanha. Dentre as ocorrências no Brasil, podemos resumidamente citar:
Em janeiro de 1992, a explosão da célula C-2 do silo vertical do Porto de Paranaguá, Curitiba (PR) causou o falecimento de dois trabalhadores além de cinco ficarem feridos. A provável causa apontadapara a explosão teria sido a combustão da poeira de cevada armazenada no local, durante uma operação de limpeza que acontecia no décimo andar do silo (que tinha 13 andares e 55 metros de altura).

Em junho de 1993, a explosão de um túnel de expedição de grãos da Cooperativa Agrícola Vale do Piqueri (Coopervale), em Assis Chateaubriand (PR), foi tão forte que deslocou o túnel seis metros...
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