Legado da sociologia

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Legado teórico
GeorgSimmel foi um dos sociólogos que desenvolveu o que ficou conhecido como micro-sociologia, uma análise dos fenômenos no nível micro da sociedade. Foi um dos responsáveis por criar a Sociologia na Alemanha, juntamente com Max Weber e Karl Marx.
Simmel desenvolveu a sociologia formal, ou das formas sociais, influenciado pela filosofia kantiana (O neokantismo pretendiaportanto recuperar a atividade filosófica como reflexão crítica)(o neo-kantismo era uma corrente muito forte na Alemanha da época) que distinguia a forma do conteúdo dos objetos de estudo do conhecimento humano. Tal distinção pretendia tornar possível o entendimento da vida social já que no processo desociação(Vergesellschaftung, termo que cunhou para o estudo da sociologia) o invariante eram as formasem que os indivíduos se agregavam e não os indivíduos em si.
Os processos qualitativos, no entanto, que assumiam tais formas tambémdeveriam ser estudados pela sociologia geral, subproduto da formal, como a concebia Simmel. O autor não conferia aos grupos sociais unidades hipostasiadas, super- valorizadas com relação ao indivíduo (um distanciamento seu com relação a Durkheim, por exemplo). Antesvia neste o fundamento dos grupos, daí que as formas para Simmel constituem-se em um processo de interação entre tais indivíduos, seja por aproximação, seja pelo distanciamento, competição, subordinação, etc.
Esta sua concepção, então, não o fazia desconsiderar o papel dos conflitos sociais que, para ele, eram parte mesma da constituição da sociedade. Seriam momentos de crise, um intervalo entredois momentos de harmonia, vistos, portanto, numa função positiva de superação das divergências. Influenciou assim as concepções conservadoras do conflito de natureza estruturalista e funcionalista, como em Coser e Dahrendorf.
Um dos principais conceitos criado por Simmel é o de sociação(Vergesellschaftung, como dito acima). De acordo com este autor, a sociaçãoque seriauma forma pura deinteração, sem um fim nelas mesmas. Seria a interação da ordem do estar junto, da manutenção das relações sociais, desvestida de interesses (políticos, econômicos etc.).
No que se refere aos estudos sobre a metrópole moderna, é de suma
importância a sua contribuição através do ensaio Die Großstädteund das
Geistesleben[A metrópole e a vida mental], de 1903, traduzido para vários idiomas, e
citado porManfredoTafuri em Projecto e Utopia: arquitectura e desenvolvimento do
capitalismo.
Influenciou autores como Robert E. Park, Louis Wirth, Ernst Burgess, Merton, Georg Lukács, LeopoldvonWiese, Ernst Bloch, Karl Mannheim, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Max Weber, entre outros.

Georg Simmel e a filosofia do dinheiro
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George Simmel (1858-1918) |
A sociologia alemã,ciência de grande vigor nos finais do século XIX, mobilizou-se naquela época para tentar entender as profundas e aceleradas transformações que se sucediam, a toque de caixa, na sociedade de então. Acontecimentos espetaculares ocorriam um após o outro. Em 1871, o IIº Reich Alemão fora proclamando por Bismarck, unindo finalmente os vários estados germânicos baixo um só império. Em seguida,aproveitando-se de um mercado integrado, brotaram indústrias por todo os lados, enquanto estradas-de-ferro cortavam o Reich de cima a baixo. A nação fervia de entusiasmo crente num futuro magnífico.
Entrementes, gente do campo e das aldeias, abandonando seus lugarejos aos milhares, vinham tentar a vida nas fábricas, atraídos pelos salários e pelas oportunidades de uma vida mais diversificada. A Alemanha,em curtíssimo tempo, deixara de ser um pais feudal e entrava aos trancos e aos espantos no mundo moderno. Daí entender-se a preocupação dos intelectuais em estudar o capitalismo, a bolsa de valores, a tecnologia, o status social, os tipos de lideranças, as finanças, as classes sociais e, como Georg Simmel fez: o dinheiro.
Enfrentando a metrópole
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O jornaleiro, a solidão na metrópole...
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