Karl marx segundo raymond aron

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UFSJ- Universidade Federal de São João del-Rei

Curso: Comunicação Social Disciplina: Sociologia
Professor: Patrícia Mattos
Referências: Aron, Raymond. As Etapas Do Pensamento Sociológico. Lisboa: Publicações Dom Quixote. 3 Ed. 1999.

Karl Marx

Marlon Bruno de Paula

Existe na história da humanidade um rastro de revoluções que permeia a sociedade. Desde ascomunidades primitivas ao mundo contemporâneo as relações de poder afetam diretamente a organização do espaço e as relações das classes. Segundo a análise de Raymond Aron sobre a obra do filosofo Karl Marx no Livro “As etapas do pensamento sociológico” será destacado as principais idéias e contradições da teoria Marxista. Marx introduz o conceito de materialismo histórico, que fundamenta se na luta declasses e na observação das forças produtivas pela infra-estrutura e superestrutura.
A sociedade capitalista para Marx é forjada de ambigüidades. As forças e as relações de produção são contraditórias. Os burgueses criam mecanismos cada vez mais eficientes nos meios de produção, mas a prosperidade capitalista não é observada na distribuição de renda para os trabalhadores. A riqueza para poucos ea penúria para muitos culminaria na cisão da sociedade, eclodindo em uma nova classe. A tomada de consciência do grupo e insatisfação desse novo seguimento resultaria na revolução do proletariado. Totalmente diferente de todas as demais revoluções que já ocorrem, a maioria assumiria as régias das mãos de uma minoria. A transformação social marcaria o extermínio das classes. Karl Marx relata noManifesto Capitalista, que a classe explorada pelos detentores dos meios de produção acabaria com a estratificação social “Ao suprimir o sistema de produção ele [proletariado] elimina ao mesmo tempo as condições de existência do antagonismo de classe” (Apud ARON. Manifesto Comunista, Obras. p.138).
Na “Contribuição à Crítica da Economia Política” O homem é visto como um ser que se relaciona com aestrutura da sociedade, forças de produção e relação de produção independente do seu desejo. Então, para compreensão do mundo e os processos que envolvem as transformações devemos observar a relação que vai além do individual, como esclarece Aron sobre a teoria marxista. Dentro das relações supra-individuais Karl Marx observou duas grandes esferas que regem seu funcionamento, analisados como objetodo materialismo histórico, a infra-estrutura que são as forças e relações de produção e a superestrutura que condensa as instituições jurídicas e políticas, dando forma às ideologias.
A contradição está no bojo das revoluções, as forças e as relações de produção entram em conflito pela chamada luta de classes, como diz Marx. As transformações ocorrem pelo movimento das forças produtivas. Umaclasse tem sua imagem associada às antigas relações de produção apresenta um obstáculo para o desenvolvimento das forças produtivas para o surgimento de uma nova classe, mais progressista. Na sociedade de espírito capitalista, existem classes polarizadas, a classe burguesa que se associa à propriedade privada dos meios de produção, e a classe operária, que constitui a organização da coletividade. Emdeterminado momento da história, como previu Karl Marx, a classe operária seria a representante de uma nova organização mais avançada que as forças produtivas vigentes.
A consolidação da nova organização na sociedade não seria acidental, mas uma necessidade de progresso social. Na consolidação capitalista a Revolução Francesa apresenta o auge da maturidade capitalista, que há tempos, desde associedades feudais estava sendo desenvolvida. Agora outro sistema geraria uma nova organização social. O feudalismo gerou em seu bojo o capitalismo, agora era vez de o capitalismo eclodir no socialismo. Para isto, era preciso o amadurecimento natural das forças e das relações de produção do futuro antes que outra grande revolução traçasse os caminhos da humanidade. Marx analisa a história e...
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