Kant

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INTRODUÇÃO

I. Da distinção entre conhecimento puro e empírico

É indubitável que todo o conhecimento, sem exceção, deriva de uma experiência. Seja através das impressões, ou através da própria faculdade de conhecimento. No entanto, este não necessariamente tem sua origem apenas da experiência; ele pode derivar tanto dos objetos que tocam os nossos sentidos quanto da faculdade deconhecimento. Para descobrir sua origem, é preciso levar em consideração algumas questões que envolvem o conhecimento; assim, pode-se finalmente classifica-lo como a priori ou empírico.
Os conhecimentos a priori não têm nenhuma ligação sequer com a experiência; são independentes desta. Já os empíricos, são sempre posteriores a uma experiência. E os conhecimentos puros a priori não têm nada de empíricomesclado.

II. Possuímos certos conhecimentos a priori e mesmo o entendimento comum jamais está desprovido deles

É fundamental estabelecer, primeiramente, um critério para se distinguir – sem erros - o conhecimento empírico do puro. Assim, quando algo é relacionado com sua necessidade e expressa uma universalidade verdadeira/ rigorosa (ou em outras palavras, sem exceção), este será um juízo apriori; aquele que não deriva da experiência. Apesar da universalidade ser dependente da necessidade, e vice-versa, cada critério por si só pode ser útil.
Os juízos necessários e universais no sentido rigoroso, ou os chamados puros a priori estão contidos no conhecimento humano; é exemplo deste as ciências, como a matemática. Já o uso mais cotidiano dos juízos a priori puros, se encontra naproposição: “Cada mudança tem sua causa”, onde o conceito de causa integra o conceito de uma necessidade de se ligar a um efeito. Hume trabalhou esta conexão quando associou “aquilo que acontece com aquilo que antecede”.

III. A Filosofia precisa de uma ciência que determine a possibilidade, os princípios e o âmbito de todos os conhecimentos a priori

As investigações da nossa razãoestão contidas em um certo tipo de conhecimento; aquele que está separado de experiências. Ou seja, aqueles que vão além do mundo sensível, o qual a experiência não os alcança nem os correspondem.
A respeito da razão humana, há alguns problemas inevitáveis que envolvem as investigações desta como, que são: Deus, liberdade e imortalidade.Como solução destes problemas, encontramos a Metafísica,cujo procedimento é dogmático.
A Matemática é um ótimo exemplo de que um conhecimento a priori pode ser totalmente desprovido de experiência. Ela trabalha com objetos e conhecimentos apenas quando estes mostram sua intuição; a intuição por sua vez, é classificada como a priori, e com isso, raramente se difere de um mero conceito puro.
Platão também se distanciou do mundo sensível, já que esteapresentava certas limitações ao entendimento. Ele foi além, através do mundo do entendimento puro.
A ocupação da razão engloba majoritariamente o “desmembramento” de princípios já estabelecidos, e nos faz obter inúmeros conhecimentos que, apesar de serem meros esclarecimentos das coisas que já foram refletidas antes, servem como conhecimentos novos (a priori) quanto à sua matéria/conteúdo. Assim,Kant propõe discutir um critério que nos permite estabelecer a diferença entre dois tipos de conhecimento.

IV. Da distinção entre juízos analíticos e sintéticos

Em todos os tipos de juízos, há uma relação de um sujeito com um predicado. São duas as formas as quais estes se relacionam: Predicado B se liga ao sujeito, de modo oculto no conceito A; ou B se distingue inteiramente do conceitoA, embora tenha uma ligação com aquele. O primeiro modo é o chamado juízo analítico (afirmativo) ou de elucidação, a qual a conexão do sujeito com seu predicado é dada através de identidade. Já o segundo modo é o chamado juízo sintético ou de ampliação, onde a conexão sujeito-predicado se dá sem identidade. A exemplo do juízo analítico temos: “Todos os corpos são extensos”; e do juízo sintético...
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