Jogos cooperativos

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UNIMONTE

Pós-Graduação em Jogos Cooperativos
Brasília/DF
2010

R E S E N H A C R Í T I C A

Aluna: Isabel Stepanski Data: Outubro/2010

Identificação da Obra: Vencendo a Competição, Círculo do Livro, 1978, São Paulo.

Autor: Terry Orlick

O Dr. Terry Orlick, PhD em psicologia do esporte e atividade física da Universidade de Alberta, Canadá. Desenvolveu o princípio dos jogoscooperativos - atividades físicas cujos elementos essenciais são a cooperação, a aceitação, o envolvimento e a diversão. Quando jovem dedicou-se intensamente às atividades esportivas. Foi também acrobata. Atualmente, é professor e pesquisador na Universidade de Ottawa. Autor de numerosos artigos sobre sua especialidade. Especialista de renome internacional, atuou por mais de 35 anos comotreinador de alto nível preparando atletas para mais de 30 modalidades de esportes. Foi presidente da Sociedade Internacional de Treinamento Mental de Excelência e autor de mais de 30 livros sobre o tema.

Outras obras: “Every kid can win” (1975), “The cooperative sports and game book” (1978), “Em busca da Excelência” (2009)

A NECESSIDADE DE UMA ALTERNATIVA

O autor faz uma apresentação de váriosdados estatísticos sobre a prática da violência no mundo. E, em contra ponto, ressalta as incontáveis interações cooperativas que ocorrem regularmente e o impacto que podem ter em nossa interação com os outros. Faz uma reflexão sobre valores propondo um movimento para a mudança positiva em nossa sociedade apresentando como possibilidade os jogos e esportes cooperativos.

APTO PARA COOPERARNeste capítulo o autor faz uma apresentação de seus próprios estudos e de outros autores sobre povos primitivos e sua interação social. Apresenta exemplos de sistemas sociais baseados na cooperação e outros na competição, ressaltando que “esses comportamentos são aprendidos”. Identifica que o conceito de sobrevivência do mais apto tem sido utilizado para “justificar o princípio de que a força estácerta”. Porém, esclarece que não existe qualquer evidência biológica que justifique tal afirmação. O autor declara sua crença na capacidade do homem em empenhar-se numa enorme variedade de comportamentos, tanto competitivos como cooperativos, influenciados pelo ambiente a que pertence. Faz uma apresentação dos estudos de Deutsch que indicam a maior produtividade do grupo ou da organização comoresultado da cooperação de seus membros. Apresenta, também, resultados de estudos experimentais com crianças sobre os efeitos sociais da competição e da cooperação. O autor esclarece que esses estudos derrubaram o mito de que a competição é necessária para que os estudantes aprendam ou tenham um bom desempenho. Outra conclusão apresentada, a partir dos estudos, é que a experiência de cooperação podeajudar a superar a competição irracional apresentada em crianças competitivas. Resultados de experiências realizadas com adultos, assim como em crianças, reforçam a interação com os outros de forma mais humana e empática possível como fator para todos serem vencedores, bem-aceitos e estarem em paz.

OS POVOS COOPERATIVOS QUE CONHECI

De forma mais detalhada, o autor conta suas experiências compovos cooperativos como os inuit (esquimós), do Ártico canadense e o povo da China continental. O autor relata as relações sociais destes povos, seu entendimento de propriedade e partilhamento e como estas questões se refletem em suas brincadeiras e jogos. Ressalta a relação que esses povos têm com o tempo, a realização pessoal, o cuidado com o ambiente natural e com o semelhante, traçando umparalelo com a cultura do homem branco. O autor dedica uma parte significativa do capítulo para relatar suas impressões sobre muitos aspectos da sociedade chinesa. Ressalta os valores e visões do povo chinês e declara a forte impressão que as crianças chinesas lhe causaram principalmente no que diz respeito à socialização e a autonomia. E, mais uma vez, traça um paralelo com a sociedade ocidental,...
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