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605 palavras 3 páginas
da educação. Conhecer e pensar são a mesma coisa? Nossas escolas e universidades as tratam como iguais ou dessemelhantes? Quais os danos que esses problemas podem levar para a educação?
São estas indagações que tentaremos apresentar neste artigo, para isto, partiremos para o estudo da pensadora Hannah Arendt, mais especificamente no seu trabalho sobre “a banalidade do mal”. Neste artigo a autora nos apresenta o carrasco nazista Eichmann em seu julgamento em Jerusalém. De acordo com a autora o auto- oficial nazista não é nenhum gênio do mal, ou muito menos um ser possuído pelo demônio, como nos atesta a nossa tradição. Para a surpresa de todos, Arendt nos mostra uma face do mal completamente nova. O mal é banal.
Mas em que consiste essa banalidade? Consiste na ausência de reflexão, na irreflexão. Arendt percebeu que o auto-oficial nazista só respondia frases feitas, clichês. Para esta, ele só fazia aquilo que lhe mandavam. Se mandassem matar ele matava. Era uma ordem. E como ordem ela deveria ser cumprida. Algo típico de uma educação militarista. Entretanto essa educação militarista se confunde com a nossa, visto que a educação moderna não privilegia o ser de pensamento, mas sim o ser de conhecimento. Mas qual a diferença entre pensar e conhecer.
O conhecer é uma tarefa que possui uma finalidade como desvelar o mundo, descobrir o mundo. Este trabalha com a verdade. Etimologicamente verdade deriva do termo grego chamado alethéia, que quer dizer desvelar ou revelar, mostrar o que se encontra oculto. A tarefa do conhecimento é o desvelar. Enquanto que o pensar não possui finalidade, ele é um eterno caminhar, é uma incessante busca desinteressada e sem regras estipuladas. É uma busca por significados e não por verdades. Segundo Arendt, assemelha-se ao mito de Penélope, a qual enquanto esperava o seu marido Ulisses, tecia sua teia, e a noite, a desfazia. Neste sentido, percebemos que o pensar esta intimamente ligado com o filosofar muito mais do que com o

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