Isabelle stengers

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ESTENGERS, Isabelle. Quinto dia: Da complexidade. In: Quem tem medo da ciência? São Paulo: Editora Siciliano, 1990. (p.145-171).

Ao analisar a inserção da ciência na história e, dentro da própriahistória, Stengers propõe a busca de uma história para a ciência e aponta que o desenvolvimento das ciências não se promove em um contexto específico, haja vista que a ciência “cria seu própriocontexto” (p. 146), de modo a configurar as ciências, de uma maneira geral, uma posição dominante dentro da “racionalidade científica”, o que seria de acordo com a autora um equívoco.
Supor que as ciênciastêm uma identidade é conferir-lhe um “efeito de poder” habilitado para julgar e ordenar. Nesse sentido, para Stengers não deve buscar uma identidade singular, pois assim, aproximaria-se de uma “noçãode imposição” que não denota significado algum, uma vez que é abstrata e “não determina a história, num sentido lógico”,

(...) A imposição abstrata que me parece caracterizar as ciências modernasé o desafio de fazer intervir os fenômenos como terceiros na argumentação entre os homens, de fazê-los intervir ativamente como terceiros, o que significa também reduzir a história que não sejapuramente humana, produzir uma história que emaranhe os homens e as coisas, que ponha as ideias dos homens sob os riscos de coisas (STENGERS, p.147).


As ciências experimentais apresentam-se exatamentecomo uma ciência vinculada à ideia de domínio, algo problemático para Stengers. Esse domínio, muitas vezes atrela-se a uma noção de complexidade questionável - “será que é a mesma coisa só que maiscomplicada ou devemos pensar em termos de complexidade” (p.151) - pois o fato de ser complexo concede à ciência certo tipo de autonomia que, para tal, é necessário que o interesse da ciênciamantenha-se camuflado. Porém, essa complexidade promove riscos ao seu operador.

Primeiro uso da complexidade
Ao analisar o primeiro uso da complexidade, Stengers desvincula sua exemplificação da ciência...
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