Irmandades negras

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  • Publicado : 11 de dezembro de 2012
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Introdução

O presente trabalho tem por objetivo investigar o surgimento das irmandades negras na Europa e no Brasil e tentar explicar a importância dessas instituições para osescravos e seus descendentes no período colonial.
Como o Brasil colonial era uma sociedade escravocrata, o negro era totalmente desprovido de cidadania, visto que, no período emquestão, era lhe negada a condição de ser humano.
Estudiosos como César Caio Boschi, Julio Braga, e mais um grupo de historiadores apontam o surgimento destas irmandades de homens pretoscomo mais uma estratégia da elite colonial para converter os escravos e transformá-los em trabalhadores “dóceis e convencidos de que trazem consigo a maldição de Cã.
No entanto, nestetrabalho, adotaremos opiniões como a do historiador João José Reis que ao falar destas confrarias usa a expressão “via mão de dupla”, relativizando o “poder” que a Igreja exercia sobreestas almas.
Torna-se evidente, que, se por um lado a Igreja tentava controlar o surgimento de movimentos sublevatórios por parte dos escravos, estes também se aproveitavam daestrutura institucional oferecida por estas associações, como poderemos observar.
Neste estudo pretendemos analisar a o papel destas irmandades de homens pretos na vida dosescravos e ex-escravos no período colonial.
Objetivamos analisar estas relações como um jogo de obrigações e concessões mútuas, apesar de hierarquizadas. Principalmente, a atuaçãode escravos e ex-escravos como agentes históricos, buscando sua afirmação como sujeitos históricos nas interações do cotidiano colonial.
Considerando os escravos e libertos comoagentes que transformaram seu tempo e ajudaram a constituir nossa cultura, como homens e mulheres que resistiram de todas as formas e a todo custo, inclusive adaptando-se ao sistema.
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