Intraempreendendorismo

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  • Publicado : 23 de outubro de 2012
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A Relevância do Intra-empreendedorismo nas PMEs: a influência dos conflitos de agência e práticas institucionalizadas

Resumo
As modernas organizações competitivas tentam resgatar o espírito empreendedor para promover sua capacidade de inovar que as caracterizavam quando ainda eram pequenas e menos complexas. Entretanto, o alto nível de complexidade que estas organizações atingiram através dotempo vem dificultando o processo geração e implementação de idéias criadas por funcionários empreendedores. A Teoria Institucional torna mais explicita a maneira com que algumas complexidades são construídas dentro das organizações, formando práticas não necessariamente ligadas ao objetivo de eficiência, e tendo impacto em iniciativas inovadoras e empreendedoras. A Teoria da Agência é tambémuma importante referência para entender o comportamento empreendedor sob diferentes contextos e pressões, por explicitar as diferentes posições e motivações de principal e agente. Este trabalho sugere um modelo teórico, integrando conceitos da Teoria Institucional, Teoria de Agência e Empreendedorismo Corporativo, para melhor questionar sobre práticas intra-empreendedoras em PMEs ao longo de seuciclo de vida.

1.      Intra-empreendedorismo e conflitos de agência
Ao longo do desenvolvimento do estudo de Empreendedorismo, muitas definições vêm sendo apresentadas e propostas para o que seria ‘empreendedorismo’. Essa diversidade de definições indica que, atualmente, não existe um conceito claro e bem definido do ponto de vista epistemológico amplamente aceito no meio acadêmico (LUMPKIN;DESS, 1996). Para efeitos introdutórios, tomaremos a definição de Jones & Butler (2003), para quem empreendedorismo é a reorganização de fatores produtivos e oportunidades de mercado para produzir valores em ambientes incertos que não poderiam ser produzidos de outra maneira.
Com base nessa definição, pode-se derivar que a maneira de enfrentar ambientes incertos e reagir a eles são aspectosprincipais para os empreendedores. Essa idéia é fortemente relacionada ao processo de tomada de decisão comumente assumido pelo empreendedor. Lumpkin e Dess (1996) clareiam a distinção entre enfatizar o conteúdo e o processo de atividades empreendedoras e ainda reforçam a importância de se tomar riscos na Orientação Empreendedora, um construto ligado ao processo, prática e atividades de tomadade decisão (WINLUND; SHEPHERD, 2003).
Empreendedores consideram que tomar riscos é um requisito necessário para aproveitar oportunidades e convertê-las em negócios lucrativos. O risco pode ser avaliado de diferentes pontos de vista, sendo um deles o fator de incerteza, e a incerteza aparece quando não se pode prever a melhor solução para problemas complexos. Retorno e recompensa sobre qualqueriniciativa dependem do grau de incerteza proporcionalmente assumido pelo empreendedor. Quanto maior a incerteza, maiores os benefícios obtidos em função das relações percebidas entre risco e retorno avaliado pelo empreendedor (SCHUMPETER, 1934).
Além do empreendedorismo, é conveniente para os fins deste trabalho, mencionar o empreendedorismo corporativo, que caracteriza as companhias quepromovem a inovação através de desenvolvimento e a combinação dos recursos internos para garantir a sobrevivência e crescimento da empresa (BURGELMAN, 1983). Este processo pode ser expresso de diferentes formas, seja na forma de construção e revisão dos processos internos, seja na forma da área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Existem também diferentes tipos de empreendedorismo corporativo,como aqueles que envolvem processos de aquisições e fusões ou o modelo de incubadora, que envolve a criação de unidades semi-autônomas, uma independente da outra. A modalidade de empreendedorismo corporativo que trataremos neste artigo é o do intra-empreendedorismo, que parte do pressuposto que considerável parte da capacidade inovadora reside nos colaboradores das organizações (FERREIRA, 2001)....
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