Interpretaçao de texto

Páginas: 23 (5609 palavras) Publicado: 17 de abril de 2011
Interpretação de texto e Gramática

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|Uma paixão dos brasileiros|
|Roberto Pompeu de Toledo |
|Toda vez que se fala em anti-americanismo, no Brasil, dá vontade de contra-atacar com o apóstrofo. Muita gente nãogostou da presença de George W. Bush no país, mas esse sentimento é largamente superado pelo |
|amor que temos pelo apóstrofo. O apóstrofo em questão, para os leitores que ainda não se deram conta, é aquele sinalzinho (‘) que na língua inglesa se põe antes do “s” (‘s). Quanto charme num pequeno sinal |
|gráfico! Bush se sentiria vingado das manifestações de protesto se lhe fosse permitidocaminhar por uma rua comercial brasileira e verificar quantos nomes de estabelecimentos são, em primeiro lugar, em língua |
|inglesa e, em segundo, ostentam como rabicho o ‘s. O que é uma forma de expressar nosso amor e respeito pelos Estados Unidos. |
|Se o Brasil é antiamericano ou, ao contrário, americanófilo –e até o mais americanófilo dos países – é questão aberta. Da boca para fora, somos antiamericanos. As pesquisas de opinião vão revelar sempre uma |
|maioria crítica aos EUA. Na era Bush, então, nem se fala. Lá no fundo, no entanto, é só contemplar um ‘s e um coração brasileiro baterá mais forte. Poucos países, fora os de língua inglesa, terão tantas lojas, |
|produtos, serviços ou eventosbatizados em inglês. Isso vale tanto para o mundo dos ricos – o do serviço bancário chamado prime e o do evento chamado Fashion Week- quanto para o dos pobres, que encontram a seu |
|dispor a lanchonete X Point. Quando enfeitados pelo ‘s, os nomes adquirem superior requinte. Comprar no Bacco’s, em São Paulo, ou bebericar no Leo’s Pub, no Rio, não teria o mesmo efeito se o nome desses ||estabelecimentos não ostentasse aquele penduricalho, delicado como jóia, civilizado como o frio. |
|O professor Antonio Pedro Tota, que entende do assunto (é autor de O Imperialismo Sedutor: a Antiamericanização no Brasil na época da II Guerra), explica, em artigo numa recém-lançadapublicação do Wilson |
|Center dedicada às relações Brasil-EUA, que a definitiva prova de que os americanos tinham nos ganhado, naqueles anos de combate contra o nazifascismo e o Japão, foi a adoção, pelos brasileiros, do gesto do |
|polegar para cima, o sinal do “positivo”. Tota recorre a Luis da Câmara Cascudo, estudioso dos gestos brasileiros, para explicar a origem do “polegar para cima”. Nabase aérea que, por concessão do governo |
|brasileiro, os americanos montaram no Rio Grande do Norte, para de lá atacar o norte da África, os pilotos e mecânicos, uns dentro e outros fora dos aviões, e ainda por cima ensurdecidos pelo ruído dos motores,|
|comunicavam-se erguendo o polegar, thumbs up, para dizer uns aos outros quando tudo estava em ordem.|
|O gesto encantou os brasileiros que serviam de pessoal de apoio. Ainda mais que era muito útil para a comunicação com os estrangeiros. Isso de levantar ou abaixar o polegar tem origem remota e era usado em Roma|
|para indicar se um gladiador devia ser poupado ou morto. Mas no Brasil, segundo Câmara Cascudo, chegou com...
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