Interesses difusos

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É o Esperanto uma Língua Perigosa?
Quando se lança um olhar observador sobre o Esperanto como instrumento de comunicação por cima das barreiras lingüísticas, três perguntas afloram em nossa mente:
o Sofre realmente, o Esperanto, ao longo de tempo, uma intensa e constante perseguição?
o Existe uma base comum sobre a qual se apóiam todas essas manifestações hostis ao Esperanto?
o O Esperanto érealmente uma língua perigosa?
Seguramente não responderei a essas perguntas. Apenas apresentarei minha opinião, estritamente pessoal, sobre tão complexo tema, sem pretender oferecer respostas prontas e acabadas impossíveis num campo de estudo onde se chocam considerações de natureza política, religiosa, lingüística, cultural enfim.
São 116 anos de ativa existência do Esperanto como língua deuso geral e internacional, como trabalho de recuperação do sentimento de humanidade perdido pelo ser humano há milênios atrás. Tempo esse contado desde o lançamento em julho de 1887, da brochura intitulada: “D-ro Esperanto Internacia Lingvo. Antaŭparolo kaj Plena Lernolibro (por Rusoj).Varsovio, Tipo-Litografejo de H.Kelter, str. Novolipie n-ro 11 1887- kun la devizo:
“Por ke lingvo estuuniversala, ne sufiĉas nomi ĝin tia.”
A simples observação mostra que, ao lado de sua lenta e constante difusão, expansão e radicação na comunidade mundial, vive o Esperanto sob o fogo constante e certeiro de opositores, na sua maioria inconseqüentes, que deixam transparecer nos seus ataques nada mais que um serviço prestado sob condições e remuneração determinadas e previamente ajustadas
“dize-me o quequeres contra o Esperanto e dir-te-ei o preço a pagar pelo serviço”
Qual a motivação que conduz pessoas a criarem argumentos falazes e repetitivos até à exaustão, para afirmar que o Esperanto não existe, não pode existir, é contra a natureza humana; atenta contra a história dos povos, contra sua formação cultural, não tem estrutura natural; não possibilita traduzir os mais profundos sentimentos doser humano, quer por via da bela arte poética, quer pelo discorrer da boa prosa; quer no campo das profundezas da alma e dos sentimentos do ser humano, quer no âmago de suas dúvidas, perquirições e divagações em busca do conhecimento científico.
E, no entanto, o Esperanto cumpre a finalidade para a qual foi criado como que indiferente a essas argumentações vazias, despropositadas, capciosas,verdadeiras sandices.
Com passos, ora curtos, ora mais longos, caminha inflexível e cumpre o seu objetivo, pouco influenciado no seu progresso contínuo se o mundo fecha os olhos para não ver a perda inestimável de tempo e recursos materiais e, os ouvidos, para não ouvir argumentos sensatos, fundados na realidade vivida, no desenvolvimento diário dos fatos.
Certo, não pode ser gratuita tantaoposição superficial, destituída de embasamentos lógico, fático e científico. Há que ter um fundo comum, um lastro sobre que se assenta e se lança continuamente ao ataque, como a cumprir e atender a ocultas necessidades, mais reais do que se possa a princípio imaginar. Uma coisa é facilmente perceptível: não se trata de argumentos fundados em profundos e científicos estudos, sociológicos ou língüísticos.Nem tampouco em dados colhidos no exame da vivência prática do Esperanto.
Uma constante é que os pseudocientistas nada conhecem sobre o Esperanto, como fato social ou como fato lingüístico. Na sua maioria nunca tiveram qualquer contato anterior, por mais superficial que seja, com o Esperanto.
Só uma coisa os ataques realçam: o serviço está pago, deve ser feito, não importa se os argumentos sãofalsos ou verdadeiros; é preciso expô-los. Há órgãos de divulgação de plantão e sincronizados para publicá-los sem limitações.
1ª pergunta: Sofre realmente, o Esperanto, ao longo de tempo, uma intensa e constante perseguição?
Ainda no período gestacional o Esperanto experimenta o primeiro ataque contra sua existência. Uma tentativa frustrada de aborto.
A destruição pelo pai de Zamenhof dos...
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